quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O uso polêmico do VAR


A vídeo-arbitragem, ou o vulgarmente conhecido árbitro de vídeo, é composto por diversas câmeras que transmitem imagens para uma sala isolada do campo de futebol. Os assistentes, assim, podem rever as jogadas – estas podem ser solicitadas pelo árbitro ou serem comunicadas por eles mesmos ao juiz da partida.

O VAR foi usado oficialmente pela primeira vez na Copa da Rússia (2018), mas estreou no campeonato europeu no ano anterior.  Segundo a FIFA, a nova ferramenta só pode interferir em situações de “erros claros e óbvios” e pode ser solicitado apenas uma vez para lances capitais da partida. A Copa do Brasil 2018 utilizou o recurso e a Sul-Americana também a partir das quartas de final.

Apesar da implementação do sistema de assistência em vídeo, as polêmicas quanto aos lances ainda existem. No jogo do Brasil contra a Suíça, por exemplo, o gol da seleção Suíça foi considerado irregular por muitos que assistiram a partida; o árbitro validou o gol e não consultou o replay, mesmo sendo permitido.

Sendo assim, apesar da nova tecnologia ajudar muitas das vezes, como foi o caso do jogo entre a França e a Austrália – onde foram definidos dois lances capitais favoráveis à seleção francesa -, não é sempre que é bem vista, inclusive pelo custo de implementação; em fevereiro, diversos clubes vetaram o usa vídeo-arbitragem no Brasileirão, por conta dos valores elevados que cada time deveria investir. O objetivo do VAR, segundo a CBF, não é acabar com todos os erros do futebol, mas sim com as injustiças que ocorrem no campo.


Fonte: Globo Esporte; Veja; Folha de S. Paulo; El País.

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