O
crime foi consumado em um matagal na Colônia Mergulhão, concentrado na
zona rural de São José dos Pinhais, no estado do Paraná. Das brutalidades do
caso, a morte do jogador advém das lesões corporais, a decapitação e a
mutilação ao órgão masculino da vítima, que segundo a polícia, foram cometidas
pelo empresário Edison Brittes. O corpo foi encontrado duas horas
após de cometerem o assassinato, por um morador da região que, ao perceber
traços de sangue no chão de uma estrada, decidiu seguir o rastro até
que chegou ao local onde estava o corpo do jovem. Apenas no dia seguinte a assessoria
do jogador confirmou a fatalidade cometida.
O motivo para o crime foi a defesa da honra das mulheres da vida do empresário, que no
dia primeiro de novembro se entregou e confessou o assassinato para
a Polícia. As investigações que já estavam ocorrendo, até então apenas na
jurisdição da perícia em busca de provas que indiciassem o autor do crime, mas
após a chegada de Edison, várias testemunhas foram ouvidas, atualmente são 14 ao todo, que contribuiriam para o desdobramento da resolução dos
motivos e como ocorreu.
O que se
sabe até o momento é que o jogador Daniel Corrêa, horas antes do assassinato,
estava presente na festa de dezoito anos da filha do empresário, Allana
Brittes, e durante a comemoração Daniel enviou mensagens em um aplicativo para um
amigo dizendo que haviam muitas meninas dormindo espalhadas pela casa da
família Brittes e deixou claro a sua intenção em consumar algo com Cristina
Brittes, mãe da aniversariante e esposa do empresário. Na investigação, o amigo
do jovem revelou que o jogador era integrante de um grupo do aplicativo de
mensagens onde eram enviadas fotos de todos os casos que os participantes se
envolviam, e neste mesmo Daniel teria enviado fotos onde a esposa do empresário
estava dormindo na mesma cama que a vítima.
Segundo o testemunho da mulher, ela estava
dormindo e acordou com Daniel apenas de cueca e acariciando seu corpo, gritou pedindo
ajuda. Em seguida, o marido entrou no quarto e começaram as agressões contra o jogador. De acordo com o testemunho de uma jovem presente na casa, Edison estava com as mãos no pescoço de Daniel e o mesmo parecia estar sem vida. Edison confessou que resolveu matar o jogador após
ver as mensagens de Daniel com o amigo, sobre ter consumado o ato sexual Cristina.
O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevisan, afirmou que a perícia
constatou que não havia a possibilidade de tentativa ou consumação do estupro,
pois o jogador estava com 13,4 decigramas de álcool no sangue, ou seja, estava
embriagado o suficiente para conseguir êxito no ato. Apesar de existir o artigo
213 do Código Penal, onde a categoria estupro consiste em “constranger alguém,
mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou
permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. Cristina, juntamente com a sua filha, foram presas na
Penitenciária Feminina de Piranquara, na região de Curitiba. Enquanto mais três
homens que participaram do crime junto com Edison Brittes foram detidos, sendo
o autor estabelecido no Centro de Triagem 1 da Polícia Civil, também em
Curitiba.
Fontes:
https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2018/11/13/caso-daniel-testemunha-diz-que-suspeito-ordenou-que-convidados-limpassem-sangue-na-casa-da-familia-brittes.ghtml
https://veja.abril.com.br/placar/caso-daniel-o-que-se-sabe-sobre-a-morte-do-jogador-no-parana/
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10612010/artigo-213-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940
Fontes:
https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2018/11/13/caso-daniel-testemunha-diz-que-suspeito-ordenou-que-convidados-limpassem-sangue-na-casa-da-familia-brittes.ghtml
https://veja.abril.com.br/placar/caso-daniel-o-que-se-sabe-sobre-a-morte-do-jogador-no-parana/
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10612010/artigo-213-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940