Nos últimos dias um caso brutal tem chocado e causado muitas dúvidas nos brasileiros. O assassinato do ex-jogador do São Paulo, Daniel Corrêa, trouxe reflexão por tamanha crueldade e pelo roteiro digno de série norte-americana e com um desfecho tão triste.
A cada dia, com uma nova informação das investigações, a opinião do grande público se modifica. Antes tratado como um suposto estupro por parte da vitima seguido por vingança macabra dos acusados, a versão dos fatos com os depoimentos das testemunhas tem sido alterada a todo tempo. Independente da motivação para tais atitudes vindas da família Brittes, uma questão paira no ar: justifica tamanha crueldade?
O sentimento de justiça com as próprias mãos é algo que cada vez se torna mais constante na nossa sociedade. Tirar a vida de alguém, independente do motivo, já não é algo certo, mas com esses requintes de tortura e de uma forma tão aterrorizante é algo que nos faz pensar onde tudo vai parar.
Por mais errado que Daniel tenha sido, nada justifica seu assassinato dessa forma. O jogador, sem dúvidas, errou. Errou quando falou sobre o sexo com a matriarca da família para um amigo de forma machista e pejorativa, falhou por diversas formas durante toda essa lamentável história. Mas a postura bruta e fria da família Brittes durante todos os momentos, é algo que chama a atenção e nos faz refletir sobre os “cidadãos de bem”, que pregam a moral e os bons costumes, mas são capazes que tirar a vida de alguém em um roteiro digno de um filme do Tarantino.
As investigações continuam, e o caso ainda não está encerrado. Cada dia, há uma nova versão e novas informações sobre o crime. Mas se tem uma coisa que se pode tirar disso tudo, é o quanto a vida se tornou algo banal. Hoje, por qualquer motivo, num piscar de olhos, alguém tira a chance do outro de continuar vivendo. A culpa é de quem? As pessoas que são ruins? Estão se tornando ruins? Ou sempre foram e agora estão botando em prática seu desejo de eliminar, a qualquer custo, tudo que lhe desagrada?
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