quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Futebol e tecnologia: O polêmico Árbitro de vídeo



O sistema de vídeo-arbitragem VAR (sigla em inglês de video assistant referee ou árbitro assistente de vídeo), que foi lançado em meio a uma polêmica no Mundial de Clubes em dezembro, apareceu novamente no radar de espectadores, jogadores, treinadores e dirigentes do futebol mundial. Esse equipamento é composto por um conjunto de câmeras que transmitem as imagens para uma sala isolada do campo, onde assistentes de vídeo podem rever as jogadas. Existem apenas quatro tipos de lances que podem ser revistos. Esta assistência pode ocorrer a pedido do árbitro (em caso de dúvidas em uma das jogadas que podem ser revistas), ou caso os assistentes observem um lance duvidoso e comuniquem o juiz da partida através do fone de ouvido. Nesse momento, os assistentes de vídeo reproduzem as imagens em seus monitores e transmitem suas conclusões ao árbitro. É este último que toma a decisão final. Pode fazê-lo depois de também consultar as imagens em um monitor localizado na lateral ou confiar exclusivamente no critério dos assistentes.

O árbitro de linha e o VAR são os responsáveis por iniciar um processo. Pense em um lance em que o juiz não está certo sobre a não marcação de um impedimento em uma jogada que deu origem a um gol ou uma falta dentro da área não visualizada pelo árbitro ou por seus auxiliares de campo. No primeiro caso, o juiz pede a revisão; no segundo, o VAR pode alertá-lo sobre a irregularidade.
Diferente de outras modalidades, como o vôlei e o tênis, a revisão de lances não pode ser solicitada por jogadores nem treinadores.

A Hawk-Eye Innovations torna esse material disponível em tempo real, por meio de uma rede privada de internet. Os arquivos podem ser acessados remotamente e ser salvos tanto na nuvem quanto nos próprios discos rígidos dos computadores.

No caso da Copa 2018, as imagens dos lances futebolísticos são gravadas por 33 câmeras e repassadas aos quatro membros que formam o “árbitro de vídeo”, no Centro Internacional de Transmissões em Moscou. A decisão tomada pelo VAR precisa ser validada pelo árbitro no campo para ser oficial. A tecnologia já foi usada em partidas como Portugal e Espanha, França e Austrália e Peru e Dinamarca. Mundial da Rússia: Em primeira Copa com VAR, 9 pênaltis são marcados em 16 jogos. 

De acordo com o atual presidente da FIFA, Giovanni Infantino, a precisão de 1.000 partidas experimentais subiu de 93% para 99% com o uso do VAR. “Eu diria a fãs, jogadores e técnicos que veremos um impacto positivo”, disse ao veículo The Telegraph.
Críticos, porém, destacam que os fãs no estádio ainda não conseguem saber quando uma decisão está sendo avaliada pelo árbitro de vídeo; que as deliberações podem demorar minutos e interromper o fluxo da partida; que os técnicos ainda não estão acostumados com a tecnologia; e que as punições, no fim, incluem critérios subjetivos de gravidade.

Fontes: G1.com
Starupi.com

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