O sistema de vídeo-arbitragem VAR (sigla em inglês de video
assistant referee ou árbitro assistente de vídeo), que foi lançado em meio a
uma polêmica no Mundial de Clubes em dezembro, apareceu novamente no radar de
espectadores, jogadores, treinadores e dirigentes do futebol mundial. Esse
equipamento é composto por um conjunto de câmeras que transmitem as imagens
para uma sala isolada do campo, onde assistentes de vídeo podem rever as
jogadas. Existem apenas quatro tipos de lances que podem ser revistos. Esta
assistência pode ocorrer a pedido do árbitro (em caso de dúvidas em uma das
jogadas que podem ser revistas), ou caso os assistentes observem um lance
duvidoso e comuniquem o juiz da partida através do fone de ouvido. Nesse
momento, os assistentes de vídeo reproduzem as imagens em seus monitores e
transmitem suas conclusões ao árbitro. É este último que toma a decisão final.
Pode fazê-lo depois de também consultar as imagens em um monitor localizado na
lateral ou confiar exclusivamente no critério dos assistentes.
Diferente de outras modalidades, como o vôlei e o tênis, a
revisão de lances não pode ser solicitada por jogadores nem treinadores.
A Hawk-Eye Innovations torna esse material disponível em
tempo real, por meio de uma rede privada de internet. Os arquivos podem ser
acessados remotamente e ser salvos tanto na nuvem quanto nos próprios discos
rígidos dos computadores.
No caso da Copa 2018, as imagens dos lances futebolísticos
são gravadas por 33 câmeras e repassadas aos quatro membros que formam o
“árbitro de vídeo”, no Centro Internacional de Transmissões em Moscou. A
decisão tomada pelo VAR precisa ser validada pelo árbitro no campo para ser
oficial. A tecnologia já foi usada em partidas como Portugal e Espanha, França
e Austrália e Peru e Dinamarca. Mundial da Rússia: Em primeira Copa com VAR, 9
pênaltis são marcados em 16 jogos.
Críticos, porém, destacam que os fãs no estádio ainda não
conseguem saber quando uma decisão está sendo avaliada pelo árbitro de vídeo;
que as deliberações podem demorar minutos e interromper o fluxo da partida; que
os técnicos ainda não estão acostumados com a tecnologia; e que as punições, no
fim, incluem critérios subjetivos de gravidade.
Fontes: G1.com
Starupi.com
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