quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Final de ano e atos de caridade: conveniência ou exercício de solidariedade?


Comumente todo final de ano costumamos ver aquela enxurrada de solidariedade, mas nunca se sabe se por trás das câmeras há segundas intenções. Diversos artistas e até mesmo pessoas comuns doam roupas, dinheiro, alimentos e até atenção ao próximo. Não importa se o beneficiado é criança ou idoso, negro ou branco, brasileiro ou africano. O que é transmitido para nós, é que o importante é apenas fazer o bem sem ver a quem.

Com o surgimento das redes sociais e a popularização do Instagram, tornou-se capaz visualizar atitudes solidárias com mais frequência. Logo que é um aplicativo apenas de vídeos e fotos, é possível registrar cada momento sem perder absolutamente nada. Mas é fato que na maioria das vezes há bem mais que atos, mas sim intenções nos bastidores.

Uma pessoa que tem desejo de ajudar não ajuda apenas no final do ano, mas sim todos os dias possíveis. Pessoas populares deveriam sabiamente usar sua influência para propagar o altruísmo. Induzir e despertar vontade de ajudar ao próximo, a dividir o pouco que temos e conquistamos, mas isso não acontece. É como se fizessem meia dúzia de favores para mostrarem que pelo menos fizeram. Ajudar o próximo não é um favor, deve vir de dentro para fora e do coração.

Isso nos provoca dúvida. Quem nos garante que esses atos são de peito aberto? Isso se assemelha a políticos que querem fazer muito, mas perto das eleições. É obvio que há interesse e visão futura nessas atitudes. Porque quando se tem o desejo de ajudar, ajuda-se sempre. Não se pode afirmar ao certo o motivo desses atos, só que visam beneficiar a si mesmo e não ao próximo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.