quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A utilização do VAR no Brasil

As novas tecnologias estão em todos os campos da vida cotidiana, até mesmo no futebol. Os árbitros assistentes de vídeo ou VAR (em inglês, video assistant referee) foram utilizados na Copa do Mundo de 2018, 335 vezes na primeira fase, com 99,3% de julgamentos corretos, segundo o jornal O Povo.

A assistência consiste em um grupo selecionado de árbitros em uma sala isolada com televisões que os permite rever momentos do jogo e comunicar ao árbitro de campo suas conclusões.

Apesar dos resultados positivos do VAR no Mundial, 12 clubes brasileiros votaram contra a sua implementação no Campeonato Brasileiro de 2018. De acordo com Sergio Correa, responsável pelos estudos do sistema na CBF, para o UOL Esporte, os clubes apresentaram argumentos como o alto custo (em torno de R$50 mil por jogo) para reprovar o uso dos assistentes de vídeo.

Em julho de 2018, a CBF decidiu usar o sistema a partir das quartas de final da Copa do Brasil. O objetivo seria "evitar erros claros" da arbitragem, segundo Manoel Serapião, coordenador do VAR na CBF. A entidade ainda se comprometeu a cobrir todos os custos.

A CBF divulgou dados colhidos em oito jogos das quartas de final da Copa do Brasil. Os resultados incluem uma média de 7,25 checagens por partida, com 22 checagens de cartão vermelho, 20 de pênalti e 13 de gols. Os números se aproximaram dos dados da Copa do Mundo, a qual teve em média 7 revisões por partida.