A transição do Governo Michel
temer para o governo Jair Bolsonaro começou no dia 11 desse mês, dando início às
primeiras reuniões para tratar de assuntos que determinarão quais serão os
nomes indicados para os ministérios do novo governo a partir de 2019. O presidente eleito teve a ajuda de Paulo Guedes, que comandará o superministério da economia, para
indicar alguns nomes as respectivas pastas.
Bolsonaro é polêmico por
suas declarações públicas desde de 2014 quando resolveu disputar as eleições
presidenciais de 2018. Eleito presidente do Brasil com grande aceitação em
quase todo o país, Jair tem a missão de nomear ministros que estejam de
acordo com as suas exigências, uma delas, ficha limpa. Alguns nomes já foram divulgados
entre eles estão Sérgio Moro, ex-juiz federal responsável por determinar a
prisão do ex-presidente Lula e por comandar a operação lava jato, uma das maiores
operações anticorrupção no país envolvendo políticos, empreiteiras e empresas
como a Petrobrás e a Odebrecth. O ex magistrado será responsável pelo
ministério da justiça e da segurança pública.
Outro nome indicado para ser
ministro-chefe da casa civil é Onyx Lorenzoni, atualmente está no seu quarto mandato
como deputado federal. Onyx é formado em medicina veterinária e está entre os
homens de confiança de Jair Bolsonaro. O que deixa dúvidas sobre a declaração que
o presidente deu sobre exigências relacionadas sobre o caráter político. O indicado
ao cargo de chefe da casa civil já afirmou ter recebido cerca de 100 mil reais
da empresa JBS ano passado, afirmando que o dinheiro recebido teria sido para
quitar gastos relacionados a campanha política em 2014 e que deveria “pagar
pelo erro”.
Entre os mais de dez nomes
indicados para o assumir os ministérios do governo Bolsonaro, apenas uma mulher
integra a equipe. Tereza Cristina é a escolhida por Jair para chefiar
o ministério da Agricultura. Engenheira agrônoma e produtora de soja no Mato
Grosso do Sul, Tereza assumiu a bancada parlamentar da agropecuária em Brasília.
Durante as eleições presidenciais o ex militar, foi por inúmeras vezes considerado
um homem misógino e também por muitas mulheres, como um candidato
machista. Alguns dos pronunciamentos dado pelo presidente tem revelado um recuo
em relação aos seus discursos anteriores, o que nos leva a imaginar se há uma mudança
de discurso por parte do presidente eleito. Seria pressão? Ou inclusão?
Em uma declaração aos jornalistas
no Tribunal Superior do Trabalho (TST), Bolsonaro anunciará toda sua equipe até
o final de novembro. Questionado sobre quem seria o novo ministro das relações exteriores, Jair responde: "É possível acontecer até amanhã. Está
madura esta questão. Queremos alguém do quadro do Itamaraty", disse.
Questionado se o novo titular seria um homem ou uma mulher, ele respondeu: "Pode ser gay também".
FONTE:https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/braco-direito-de-bolsonaro-admitiu-ter-recebido-em-caixa-2-da-jbs.shtml
https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2018/11/13/interna_politica,1005393/bolsonaro-diz-que-novo-chanceler-pode-ser-anunciado-ate-amanha.shtml
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