“Hoje é um novo dia, de um
novo tempo, que começou, todos nossos sonhos serão verdade, e o futuro já começou.”
A icônica canção de fim de ano da TV Globo sinaliza para nós, assim que ela
começa a ser veiculada, que o ano está acabando, e é sempre o momento de fazer
uma reflexão do ano que passou.
Se multiplicam aquelas ações
de fim de ano, para arrecadar alimentos, brinquedos, roupas, dentre outros.
Nesse período os mais necessitados conseguem romper a barreira da
invisibilidade.
Essas ações de natal são uma
grande demagogia, uma farsa, assim como o próprio natal, assim como o
cristianismo em sí. Neste período, os indivíduos preconceituosos, que se veem
felizes com a desigualdade, são contra programas de distribuição de renda, são
acometidos por um espírito generoso e começam essas ações de solidariedade, não
necessariamente as praticam, e apenas incentivam tais ações.
Essas ações são extremamente
convenientes, é bonito postar foto nas redes sociais brincando com crianças
carentes, rendem muitos likes, o pastor da igreja vai bater nas costas e dar
parabéns, mas a solidariedade não é uma ação, é uma filosofia de vida, que
deveria ser seguida, o ano todo, e não somente quando uma religião diz que é
bonito.
A sociedades cristãs, tem essa
característica: a hipocrisia, em sua maioria, as pessoas são preconceituosas,
tratam os menos abastados como invisíveis, mas no natal, o bom e velho amor cristão
vem à tona, e todos tentam ser pessoas melhores, mas depois do réveillon, tudo
volta a ser como era.
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