quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Caridades de fim de ano: Qual a intenção do corpo social e do setor comercial?


A prática de boas ações nos últimos dias que antecedem o final de ano é algo comum todos os anos. Com a chegada do natal e ano novo, grande parte da sociedade é tomada pelo espírito de humanitarismo, praticando boas ações para aqueles que mais necessitam de ajuda. O maior questionamento que envolve esses atos de caridade é se a real intenção de grande parte do corpo social é o interesse pelo bem do outro ou se são apenas atitudes baseadas em benefícios ao próprio ego.

A necessidade da orientação da responsabilidade social sobre ajudar as classes mais empobrecidas é essencial para que a desigualdade entre os povos se torne menos crescente como tem sido nos últimos anos. A tese sobre a obrigação de ser solidário é repassada todos os dias por meios de palestras, empresas e propagandas publicitárias em todos os lugares. A indagação é: se as pessoas praticam boas ações por desejo de ajudar o próximo ou se a intenção se intensifica em querer cumprir um papel de bom ser humano para mostrar-se aos holofotes da mídia ou entre conhecidos. 

Grandes empresas de vários mercados diversificados promovem campanhas natalinas e véspera de fim de ano por meio de propagandas publicitárias em todos os meios de comunicação. A intenção dessas empresas tem dois objetivos: Lucrar e em segundo plano repassar uma mensagem de incitação à prática de boas ações. No mês de dezembro empresas visam um maior lucro no natal e véspera de ano novo, já que as vendas se tornam maiores em quase todos os setores do comércio.

Por isso é necessário entender que há uma aliança com a tese de boas ações e com o marketing natalino. Empresas de comunicação também adotam esses modelos de marketing , um exemplo disso é a TV Globo que todos os anos produz um grande comercial com personalidades influentes da empresa para participar da propaganda. Há também empresas que realizam ações em fim de ano que beneficiam uma parte da população desfavorecida.

Em uma matéria publicada no site do G1, Matheus Mazzi, empresário e estudante de administração de 28 anos, vê a solidariedade como algo crucial em sua vida, “Não é difícil ter uma vida normal e fazer o bem para as pessoas. É ter coragem de ir lá conhecer a realidade, abraçar e olhar no olho. Você não está doando só material, está doando carinho. Tento diariamente despertar isso nas pessoas”, comentou o piloto de rally ao portal de notícias. O empresário observava os pais em atos de caridade, no entanto, Matheus só iniciou suas ações há cerca de seis anos, quando teve aproximação de pessoas que já estavam envolvidas em projetos de caridade que ajudam crianças da cidade de Santos Dumont, Minas Gerais.

Quando os atos de conveniência se converte em convicção, os feitos se tornam mais verdadeiros e honestos diante de uma sociedade que está firmada no egoísmo. Quando passamos a entender que o bem-estar dos menos favorecidos é também uma causa que precisa do olhar humano. A dignidade humana passa a ser menos decrescente no campo social, além de ter mais incentivos que renovem dentro de cada indivíduo o desejo de ser mais solidário em todos os meses do ano e, realizando boas atitudes e prol da felicidade humana, visando não apenas ajudar alguém para satisfazer o ego, mas realizando boas ações por meio  do comprometimento social de ver o bem do próximo.

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Final de ano e atos de caridade: conveniência ou exercício de solidariedade

O final de ano está chegando e com ele um suposto espírito de solidariedade aflora por todas as partes. Com a proliferação das redes sociais, cada vez mais manifestações de caridade foram sendo presenciadas e dois pontos vem a tona. Influenciadores digitais realmente se preocupam e querem contribuir com um exercício de bem ao próximo ou a conveniência atrelada a busca por likes fala mais alto nesse momento?

Alguns casos, como o do youtuber Lucas Lira, geram algumas dúvidas. O jovem postou um vídeo em que ajuda os moradores de rua, e rotula como um especial de ano novo. O vídeo rendeu bons resultados, com direito a quase 10 milhões de visualizações. Após a grande repercussão, os atos de caridade no fim do ano acabaram se tornando um bom gatilho na busca de views, e presença constante na página do "Em alta" no youtube.


Ninguém é obrigado a ajudar ninguém, mas ter empatia e pensar um pouco mais nos outros é algo que enobrece e dignifica. Ajudar o próximo é um ato que vem de dentro para fora. A real intenção e o sentimento de compaixão para com os mais necessitados nunca poderão ser confirmados, mas é importante que o sentimento seja sincero. Não para os outros, mas para seu próprio crescimento pessoal. 

Época de Natal: maquiagem para a hipocrisia?

Chegamos na época do ano marcada pela união e solidariedade com os mais necessitados. Tradicionalmente, o Natal é visto como momento para esquecer as desavenças e realizar boas ações. Até por isso, muitas pessoas usam este período para passar um pano em tudo de ruim que foi feito ao longo do ano – mesmo que de maneira artificial. É a hipocrisia disfarçada de caridade.

Diante disso, vem à cabeça o seguinte pensamento: vale a pena fazer o bem, mesmo que haja certo fingimento por trás? Obviamente, é importante ajudar as pessoas mais carentes. Mas é uma atitude que precisa ser com o coração, e não gerada por um interesse para aparecer bem na fita.

Ajudar ao próximo é uma atitude louvável, mas que não precisa ser espetacularizada. Com uma sociedade cada vez mais individualista, fazer o bem é fundamental para unir as pessoas, deixando de lado a polarização gerada pela política. O Natal é época de harmonização, desde que seja feita com a melhor das intenções. Caso contrário, os outros 11 meses do ano serão marcados por brigas e distanciamento das relações.

Nunca é tarde para fazer o melhor

Todo final de ano é cercado de festas e celebrações. O Natal e o Ano Novo têm como características marcarem um recomeço para inúmeras pessoas. Tendo promessas e principalmente no Natal uma reaproximação com a religião de cada indivíduo. Evidenciando a vontade de fazer o melhor para o próximo, sem uma distinção que pode ter sido desenvolvida ao longo do ano. 

Por quanto disso, as ações de solidariedade se mostram mais fortes a cada dia. Transparecendo o lado verdadeiramente humano que existe em cada pessoa, possuindo boas atitudes mesmo que seja por um tempo determinado. Criando um pensamento positivo sobre como todos vão se relacionar no futuro. 

Trabalhos voluntários, doações para locais e pessoas carentes se enchem de esperança para os finais de ano. Por mais que algo apenas aconteça no final, a importância é visível e transmite algo realmente bom para um determinado povo que apenas sofre ao longo do ano. 

As boas ações sempre são bem-vindas, não tem data de validade ou momentos certos. O positivismo se permeia e um dia todos irão ter solidariedade durante todo o ano, mas pelo menos ainda temos uma parte do calendário em que a maioria das pessoas esqueçam todos os seus preceitos sobre o próximo.

Por que não Natal o ano todo?

Há menos de um mês para a chegada das grandes festas de fim de ano, como Natal e Ano Novo, muitos preparativos em diversos cenários de todo o mundo já estão sendo preparados. Para os adeptos, a data do dia 25 de dezembro marca o nascimento de Jesus Cristo, logo, um dia de amor, solidariedade, fraternidade e tudo que há de bom. É muito comum ver o aumento de caridade nesta época do ano, mas a pergunta que fica é: Porque não o ano todo ? 

Existem muitos projetos espalhados por todo o Brasil, nos quais as pessoas podem realizar suas doações até mesmo pessoalmente. Desde as cartinhas das crianças, realizando seus desejos de presentes até a distribuição de cestas básicas para famílias carentes por exemplo. Porém, toda essa ação, tem uma explicação. Segundo pesquisa divulgada pela Folha de São Paulo, o sentimento de culpa é o que move o ser humano para estes atos no fim de ano. 

Nos outros 11 meses do ano, as doações não estão presentes no dia-a-dia, enquanto no Natal se come muito e gasta-se bastante também. As pessoas criam este sentimento e tentam consertar todos os erros ao longo do ano, de forma com que ajudem outras pessoas e assim limpem a consciência. 

É claro que exceções existem, porém, a maioria dos casos seria um ato de conveniência do que propriamente uma caridade. Mesmo sendo conveniência, isto não deve ser descartado ou ignorado, em uma mundo repleto de maldade, um gesto solidário mesmo que seja disfarçado de culpa, continua sendo um lindo gesto e salvando vidas no mesmo dia em que segundo os adeptos,o maior salvador de todos nasceu. 

Um Feliz Natal!

A caridade conveniente em dezembro

O final do ano está chegando e em sua companhia sempre vem o espírito festivo e solidário das comemorações, Natal e Ano Novo. É curioso observar que somente nessa época do ano todos os sentimentos que remetem a bondade e felicidade deixam de ser individuais e convenientes para se tornarem algo coletivo. Todo mundo deve fazer uma caridade, algo de bom pelos outros.

A solidariedade está presente em cada lugar, conversa e gestos da sociedade, mas somente nesta época do ano, porque durante o restante é uma onda gigante de egoísmo. Seja pela vida que força as pessoas à competitividade para alcançar o tão almejado topo da felicidade, o espírito da caridade não vive presente no cotidiano.

Dezembro é tido como o mês da esperança. Aquele mês que as pessoas se dedicam a serem melhores, é a mesma reação que o nascimento de um filho faz para os pais, os fazem pensar que precisam ser melhores para a criança. Seja por culpa ou toque divino, essa busca incansável é apenas um reflexo das religiões, onde também há um nascimento de um Salvador que vem para transformar a maldade do mundo em bondade, as pessoas se aproveitam deste momento.

Apesar desse fenômeno de paz ocorrer apenas uma vez no ano e ter o reforço religioso para tal feito, o Salvador descrito nas religiões, não importa o nome que tenha, prega amor, respeito e empatia para com todo mundo, através de ações recorrentes. As escrituras bíblicas relatam Jesus Cristo como o disseminador da compaixão e piedade, em suas pregações, relembra que Deus não é para guerras e puro egoísmo, deve-se amar os outros como a ti mesmo. 


O que ocorre é que as pessoas esqueceram o verdadeiro significado de amor e acabam agindo por conveniência, porque poucos são aqueles que realmente oferecem a fraternidade durante todo o ano. Se analisar as atitudes humanas durante todo o ano, dezembro está mais para o mês da hipocrisia do que amor.

VAR que decide em campo divide opiniões

Cada vez mais a tecnologia está presente em praticamente todo o mundo para auxiliar os praticantes e aos juízes para determinar os reais resultados. Muito utilizado na Copa do Mundo, o VAR, teve uma aceitação muito grande pelas seleções e solucionou muitas situações em que o arbitro ficaria na dúvida.

Durante a Copa do Mundo, houve 23 consultas ao VAR durante as partidas e na grande maioria, a decisão tomada pelo arbitro foi mudada. A FIFA declarou após a copa que se sentiu satisfeita com a implantação do arbitro de vídeo nos jogos e pretende cada vez mais melhorar sua utilização. Porém sempre haverá polemicas relacionadas sobre o assunto, porque há quem diga que esse recurso tira a humanidade do esporte e contribui para robotização do segmento.

Diferente da maior competição futebolística do mundo, no Brasil o assunto é tratado como algo ruim e foi rejeitado pela maioria dos clubes da Série A, entretanto quando acontecem lances polêmicos os dirigentes são os primeiros a reclamar da arbitragem e exigirem a implantação do arbitro de vídeo. Durante o campeonato, muitos lances duvidosos de pênalti foram notabilizados e em alguns a decisão foi correta, mas em outros, clubes como Internacional e Flamengo que eram a favor da implantação do VAR perderam pontos importante que culminaram no distanciamento pela briga do título do campeonato.

A Copa do Brasil marcou o início da utilização do VAR no futebol brasileiro e se mostrou muito eficaz, em números levantados pela própria CBF, até o final de agosto foram feitas 58 consultas durante os jogos, média de 7,25 revisões por jogo, média essa que foi similar à da Copa do Mundo. Mas há aqueles casos em que o VAR foi utilizado para prejudicar alguns clubes, como no jogo do Cruzeiro contra o Boca Juniors na Argentina, quando um jogador foi expulso injustamente mesmo após a consulta do vídeo pela arbitragem. O certo é que mesmo dividindo opiniões os números mostram a que implantar o VAR no futebol só trará benefícios


Fonte:https://globoesporte.globo.com/sp/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/brasileirao-de-2018-tera-venda-de-mando-de-campo-e-grama-sintetica.ghtml
https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2018/07/uso-do-var-e-o-marco-de-uma-nova-era-no-futebol-diz-fifa.shtml
https://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-brasil/noticia/cbf-apresenta-numeros-do-var-na-copa-do-brasil-e-equipara-aos-da-copa-do-mundo.ghtml


Sentimento real ou simples conveniência


Com a chegada do final do ano, o natal e o réveillon trazem um sentimento de unidade e caridade que transbordam as pessoas e várias campanhas dão início a um período onde em tese a população procura ser mais caridosa e ter um pensamento social.

Durante o ano várias datas também elevam esse sentimento de caridade, mas nada que se compare ao natal. Essa data por ser muito ligada a religião traz em si um discurso de esperança e renovação de laços, fazendo com que todos busquem se reconciliar com amigos e entes queridos, mas porque fazer isso somente em datas especificas?

Ao invés de se fazer o bem e pensar no coletivo o ano todo, todos deixam para agirem de forma correta somente quando essas datas chegam, mas seria isso um ato de coração ou feito somente pelo sentimento da data? Apesar disso há pessoas que realmente vivem esse sentimento e fazem caridade de coração, com real intuito de ajudar o próximo e espalhar o bem sem ver a quem.

Com esse sentimento aflorado em todos, a publicidade aposta em utilizar esses recursos em campanhas. Campanhas essas que fazem com que o público acabe por consumir produtos que sejam dados para ‘’coroar’’ essa reconciliação, mas essas datas são mais que simples trocas de presentes.

Apesar de a ideologia das datas e mentalidade de todos estarem deturpada, sempre há dentro de todos a vontade de realmente fazer o bem, pensar no próximo e buscar sempre ser o melhor ser humano possível.

Final de ano e atos de caridade: conveniência ou exercício de solidariedade?

Com a chegada do fim do ano, as pessoas costumam fazer um balanço da própria vida e refletem sobre suas conquistas, os objetivos alcançados, as frustrações vividas ao longo do ano que está terminando, e claro, os planos e sonhos para o próximo ano. 

E nesse movimento de introspecção algumas pessoas se desprendem, durante um tempo, de seus sonhos e passam a olhar a sua volta com o único objetivo de fazer bem ao próximo. E ser solidário é algo que pode e deve ser ensinado às crianças desde cedo.  

Allan Luks, autor do livro The Healing Power of Doing Good: The Health and Spiritual Benefits of Helping Othersreuniu diversos estudos sobre os benefícios proporcionados pelo altruísmo do trabalho voluntário que mostram que o cérebro libera a substância endorfina que provoca sensação de felicidade logo após a pessoa promover uma atitude solidária. 

E é muito importante estimularmos principalmente as crianças a doarem roupas, sapatos e brinquedos. E exercer a solidariedade também vai além da doação de bens materiais. Muitas vezes queremos ajudar e não sabemos como, mas cada um ajuda da forma que pode. Você pode oferecer seu carro para levar as doações, contar uma história, cantar uma música, organizar uma sessão de fotos e, até mesmo, promover um curso de artesanato. São muita ideias. 

Existem pessoas que praticam caridade por convêniencia? Com certeza devem existir. O que precisamos é mostrar a essas pessoas o porquê desses movimentos, a sua importância, mostrar que tudo tem um propósito maior, para quem sabe assim, conseguirmos de alguma forma, ajudar a melhorar o mundo, não só no fim do ano, mas durante o ano todo.

Final de ano e atos de caridade: conveniência ou exercício de solidariedade?


Comumente todo final de ano costumamos ver aquela enxurrada de solidariedade, mas nunca se sabe se por trás das câmeras há segundas intenções. Diversos artistas e até mesmo pessoas comuns doam roupas, dinheiro, alimentos e até atenção ao próximo. Não importa se o beneficiado é criança ou idoso, negro ou branco, brasileiro ou africano. O que é transmitido para nós, é que o importante é apenas fazer o bem sem ver a quem.

Com o surgimento das redes sociais e a popularização do Instagram, tornou-se capaz visualizar atitudes solidárias com mais frequência. Logo que é um aplicativo apenas de vídeos e fotos, é possível registrar cada momento sem perder absolutamente nada. Mas é fato que na maioria das vezes há bem mais que atos, mas sim intenções nos bastidores.

Uma pessoa que tem desejo de ajudar não ajuda apenas no final do ano, mas sim todos os dias possíveis. Pessoas populares deveriam sabiamente usar sua influência para propagar o altruísmo. Induzir e despertar vontade de ajudar ao próximo, a dividir o pouco que temos e conquistamos, mas isso não acontece. É como se fizessem meia dúzia de favores para mostrarem que pelo menos fizeram. Ajudar o próximo não é um favor, deve vir de dentro para fora e do coração.

Isso nos provoca dúvida. Quem nos garante que esses atos são de peito aberto? Isso se assemelha a políticos que querem fazer muito, mas perto das eleições. É obvio que há interesse e visão futura nessas atitudes. Porque quando se tem o desejo de ajudar, ajuda-se sempre. Não se pode afirmar ao certo o motivo desses atos, só que visam beneficiar a si mesmo e não ao próximo.

Atos de caridade no final do ano

O final do ano está chegando e com isso é possível observar muitas pessoas com o espírito mais caridoso e solidário. Uma parte da população tem a oportunidade de passar o fim de ano, e as festas comemorativas, com as pessoas que amam, com bastante comida na mesa e presentes de baixo da árvore de natal, mas nem todos têm a mesma oportunidade. Com isso, algumas pessoas se solidarizam para fazer com que essas datas comemorativas tenham um certo significado e valor especial para quem não tem a mesma condição. 

É comum observar no Natal festas em orfanatos, asilos. Além disso, os Correios disponibilizam cartas de crianças carentes para que você “apadrinhe” e faça o fim de ano de alguma delas especial. As pessoas adotam essas medidas para fazer o que poderiam ter feito o ano todo, mas por algum motivo esquecem ou não podem. A intenção é a melhor possível e é sempre muito válido ajudar quem realmente precisa, mas não podemos esquecer que durante todo o ano milhares de pessoas não tem o que comer, não tem um abraço em um dia frio e solitário. Todos têm seus motivos para doar em determinada data e cada um sabe a sua verdade, não é possível julgar. É preciso abraçar a causa. 

Acredito que as datas comemorativas do fim do ano são as mais importantes para boa parte da população. Natal e ano novo são os momentos em que a família e os amigos se juntam para comemorar, é um momento de fraternidade e companheirismo. Por isso, são nessas horas que as pessoas mais procuram doar e fazer o bem. Quando vemos uma criança carente, pedindo somente um abraço, um chinelo ou uma bola de futebol, é que percebemos como reclamamos de “boca cheia”. Fazer o fim de ano daquele jovem especial é algo gratificante e que nos faz pensar que pelo menos uma vez na vida fizemos a coisa certa. Seja solidário sempre e faça o bem, sem olhar a quem.

Solidariedade um ato de bondade

O final de ano está se aproximando e com isso muitas pessoas acabam se solidarizando e ajudando orfanatos, asilos, instituições, entre outras. Isso tudo acontece por conta da solidariedade, apesar da correria que acontece por conta do Natal e Ano Novo. Nesta época, nossa agenda acaba ficando um pouco apertada por conta das festas de final de ano, surgindo compromissos, envolvendo clientes, amigos, familiares, compras. Os dias parecem que passam mais rápido do que o normal, mesmo com toda agitação o que você fez ou vai fazer sempre ficará marcado na vida de quem nunca teve uma oportunidade de receber um presente.

A agência dos Correios está recebendo diversas cartas endereçadas ao Papai Noel. Algumas crianças nos orfanatos escrevem nas cartas o que desejam ganhar no fim de ano, muitas das vezes acabam pedindo material escolar, roupas, mochilas, bolas de futebol, bicicletas. Essas cartas que chegam nos Correios é um bom passo para quem quer ajudar realmente que precisa e com certeza irá fazer a alegria dessas crianças que não tiveram sequer um brinquedo na vida.

Por isso, muitas entidades sociais, no final do ano são bem vistas, por conta da solidariedade e fraternidade do povo. Isso estimula as pessoas, tanto físicas quanto jurídicas a ser unirem em prol de causas nobres. Neste momento tão especial marcado pela união das famílias e pela confraternização do cenário corporativo, as entidades do terceiro setor precisam apostar em campanhas e doações que sejam marcantes.

Há certos momentos que uma mínima atitude vindo da nossa parte, pode ser essencial para devolver a alguém a coragem e a força para continuar na caminhada da vida. Somos todos irmãos filhos do criador e hoje alguém está necessitando do nosso carinho, da nossa amizade e da nossa compreensão, mas amanhã poderemos ser nós mesmo os necessitados. Então, deixemos que nossa luz possa brilhar e iluminar a vida de tantos ao nosso redor.



Final de ano e atos de caridade: conveniência ou exercício de solidariedade?


Você faz algum ato de caridade durante o ano? Ou deixa para fazer só no final de ano? Se a resposta for não para uma dessas perguntas, relaxe, isso não faz de você uma pessoa horrível.

Já parou para pensar no por que as pessoas fazem doações como ato de solidariedade? Alguns fazem para se sentirem bem consigo mesmos, ou porque querem mostrar aos outros o quanto são altruístas. Seja como for, sempre há algum interesse por traz de cada ação. Basta pensar nas pessoas que ajudam alguma ONG, instituição ou fazem doações e adoram publicar nas redes sociais seu ato de solidariedade, quase parece uma forma de promoção da própria imagem.

O final de ano é a época em que mais se incentiva e promove atos de caridade, o que é algo positivo e importante para aqueles que realmente precisam. No entanto, por que só o final de ano é uma época importante para ser solidário? A solidariedade deveria ocorrer durante o ano todo. Todos os dias há pessoas precisando de ajuda.

O motivo que leva aos atos de caridade são pessoais e normalmente, uma conveniência para se mostrar o quanto se é altruísta e bondoso. No entanto, a importância está em fazer o ato em si, e em ajudar ao próximo.

Final de ano e atos de caridade: conveniência ou exercício de solidariedade?

O final de ano e as datas comemorativas são sempre motivo para se solidarizar com o próximo. Os atos de caridade se multiplicam com os preparativos para o próximo ano. As pessoas focam, principalmente, no Natal como uma data para praticar o bem e o amor ao próximo, quando, na verdade, deve ser algo constante no nosso dia-a-dia. 

Por quê isso acontece? Um bem praticado isoladamente é realmente capaz de suprir um ano inteiro de olhos fechados para o próximo? 

O exercício de solidariedade deve ser fazer parte da rotina da pessoa. A solidariedade é praticada de diversas formas e, boa parte dela, às vezes nem pesa no bolso. Doações de roupas, objetos usados podem ser feitas num ato solidário e pode ser praticada durante o ano inteiro, por exemplo. 

Ajudar ao próximo não deve ser feito somente quando achar conveniente. Tampouco só quando for se beneficiar com a ajuda. Ser solidário ao outro deve ser algo natural, não tem que esperar algo em troca, não deve ser obrigado.

A solidariedade está diretamente ligada ao amor. Então, se você tem amor, demonstre-o o ano inteiro, não somente no final do ano.

Então é natal...


“Hoje é um novo dia, de um novo tempo, que começou, todos nossos sonhos serão verdade, e o futuro já começou.” A icônica canção de fim de ano da TV Globo sinaliza para nós, assim que ela começa a ser veiculada, que o ano está acabando, e é sempre o momento de fazer uma reflexão do ano que passou.

Se multiplicam aquelas ações de fim de ano, para arrecadar alimentos, brinquedos, roupas, dentre outros. Nesse período os mais necessitados conseguem romper a barreira da invisibilidade.

Essas ações de natal são uma grande demagogia, uma farsa, assim como o próprio natal, assim como o cristianismo em sí. Neste período, os indivíduos preconceituosos, que se veem felizes com a desigualdade, são contra programas de distribuição de renda, são acometidos por um espírito generoso e começam essas ações de solidariedade, não necessariamente as praticam, e apenas incentivam tais ações.

Essas ações são extremamente convenientes, é bonito postar foto nas redes sociais brincando com crianças carentes, rendem muitos likes, o pastor da igreja vai bater nas costas e dar parabéns, mas a solidariedade não é uma ação, é uma filosofia de vida, que deveria ser seguida, o ano todo, e não somente quando uma religião diz que é bonito.

A sociedades cristãs, tem essa característica: a hipocrisia, em sua maioria, as pessoas são preconceituosas, tratam os menos abastados como invisíveis, mas no natal, o bom e velho amor cristão vem à tona, e todos tentam ser pessoas melhores, mas depois do réveillon, tudo volta a ser como era.  

A caridade incentivada pelo período natalino

As festas de fim de ano estão cada vez mais próximas, com elas os atos de caridade são mais frequentes e mais divulgados. O sentimento de solidariedade rodeia o significado do Natal e a esperança de um próximo ano melhor desperta a empatia das pessoas, o desafio é perceber se a ajuda é motivada por um altruísmo real, ou para limpar a consciência de uma sensação de culpa e alimentar a sensação de “dever cumprido”. 

No dia 6 de novembro desse ano, os Correios deram início a "Campanha Papai Noel dos Correios", na qual crianças em situação de vulnerabilidade social escrevem cartas para o Bom Velhinho. A empresa as disponibiliza em algumas agências para quem quiser apadrinhar essas crianças e doar os presentes pedidos. Até o dia 24 de novembro, no estado do Rio de Janeiro, 23 mil cartinhas, de um total de 27 mil, já tinham sido “adotadas”.  

Em 2012, o Centro Cultural Belfer para a Inovação e Impacto Social, da cidade de Nova Iorque, formou uma parceria com a Fundação das Nações Unidas para incentivar as doações, o "Giving Tuesday" (no Brasil, o movimento recebeu o nome de "Dia de Doar"). Atualmente, 42 países participam do projeto que opera com a colaboração de organizações sem fins lucrativos. Esse ano, o "Dia de Doar" aconteceu no dia 27 de novembro.

A Folha de S. Paulo publicou em 2001 uma reportagem sobre os atos de caridade realizados por causa do Natal e, de acordo com o professor psiquiatra da Universidade Estadual de Campinas Mauricio Knobel, “as pessoas procuram emendar o que não fizeram. Ficam mais generosas e praticam boas ações para consertar o que fizeram de errado ou para aliviar o sentimento de culpa”. Toda a atmosfera do Natal e da virada do ano contribuem para esse desejo de tentar amenizar o sentimento de culpa. 

Apesar de algumas pessoas utilizarem as doações para satisfazer seu ego, o importante é que quem precisa de ajuda recebe a atenção necessária. O ideal seria que fossem lembrados durante todo o ano e que o sentimento de solidariedade do Natal e a esperança de bom Ano Novo se tornassem constantes no dia a dia.

Jair Bolsonaro o mito que mente?

Durante todo o seu período de campanha eleitora, Jair Bolsonaro fez discursos de ódio e diversas vezes agrediu verbalmente vários grupos. Ele se declara completamente incorruptível, mas suas atitudes, agora que eleito, são contraditórias.

Em entrevista à TV Record, o presidente eleito disse ser “muito difícil nomear pessoas que não tenham nenhum tipo de problema”, isso quando questionado sobre a nomeação de Onyx Lorenzoni, acusado de receber caixa dois da JBS. Algumas pessoas já demostram insatisfação nas redes sociais, alguns eleitores inclusive se declaram arrependidos de ter votado em Bolsonaro.

O que esperar de um Presidente que sempre abriu em todo lugar o seu preconceito, contra negros, indignas, mulheres, mães, pobres e trabalhadores? Ele nunca tentou esconder sua aversão a todos que são diferentes dele, e que têm pensamentos diferentes.

O Presidente Eleito, foi absolvido da acusação de racismo no dia 11 de outubro, a acusação se dava por conta de uma declaração em uma palestra, na ocasião ele disse já ter ido a um quilombo e que “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais".

Jair Bolsonaro “mitou” na internet por declarar nunca ter se envolvido em escanda-los de corrupção, em contrapartida ele vem se livrando de muitos processos por agressão verbal, racismo, discurso de ódio contra outras classes, até mesmo casos de disparo de fake news em massa.

A verdadeira boa ação é aquela que só vai para o coração e não para o Facebook!



Se tornou comum aquelas fotos no Facebook, de pessoas que ajudaram crianças, moradores de rua, e usam a rede para divulgar a sua boa ação. Eles alegam que só estão tentando incentivar as pessoas a fazerem o mesmo.

Existem diversas oportunidades durante todo o ano para que se possa ajudar o outro. Inclusive há ongs destinadas a ajudar você a encontrar o trabalho voluntário que mais se adapte a sua rotina e as suas condições, contudo, apenas no final do ano tudo isso ganha mais repercussão. As pessoas começam a tentar ajudar o outro de alguma forma, talvez seja apenas o espirito natalino muito aflorado.

As cartinhas de Natal dos correios é sim uma boa oportunidade para quem quer ajudar a alegrar o natal de uma criança, mesmo não dando visibilidade para as pessoas que praticam essa boa ação. Só em 2016, foram 421.825 cartas adotadas em todo o país. Quem pega uma cartinha e compra aquele presente, pode estar salvando o natal de uma criança, que talvez não ganhou um brinquedo o ano inteiro.

Algumas pessoas dedicam parte da sua vida para fazerem boas ações durante o ano inteiro e não ganham visibilidade, afinal não é isso que importa. O gesto por si só já é o suficiente para quem o faz, a felicidade em ajudar o outro é o único reconhecimento necessário.

Conveniência ou apenas um bom coração com uma oportunidade para ajudar, a questão é que não adianta apenas criticar sem olhar o outro lado. A pessoa que recebe a ajuda não se importa com o motivo daquilo, para ela a ajuda é sempre bem-vinda.


Solidariedade e natal: por que não ajudar o ano todo?

  Com a chegada do final do ano, muitos se contagiam com o espírito de prosperidade e amor, que caminham ao lado do clima natalino, para realizar ações solidárias. A grande questão dessas ações aumentarem logo nessa época, onde atos de caridade estão no holofote da grande mídia, é se são atos genuínos ou só convenientes.

 Ações filantrópicas vindas de pessoas públicas, por exemplo, geralmente acabam causando uma dúvida na população, que se divide em pensar que fizeram para conseguir algum tipo de publicidade ou se realmente queriam ajudar. Em todo caso, determinada ou não a intenção, uma boa ação é feita, então será mesmo tão importante pensar por esse lado?

 As instituições fazem campanhas durante todo o ano, mas acabam recebendo um destaque maior no final dele. Muitas pessoas acabam se mobilizando para ajudar e, apesar de não ficar claro e nem conseguirmos definir com certeza as suas intenções, levam alegria às pessoas carentes. Às vezes, os doadores não se importam verdadeiramente com a causa e nem conhecem a fundo o que se trata. O ponto aqui é que, apesar disso, diversas instituições são ajudadas, então todo o resto acaba sendo ignorado.

 Apesar de ser uma época que mexe com a sensibilidade das pessoas, por apresentar uma mensagem de amor, aproximação com a família e compaixão, deve-se ter em mente que as instituições estão disponíveis para donativos durante todo o ano. A solidariedade deve estar em prática constante, para que todo dia seja natal na vida das pessoas que vivem com tão pouco. 

SEJA MAIS AMOR


Será que você é um ser realmente solidário? Obrigação e solidariedade não andam juntos. Quando você realiza um ato caridoso, só por fazer, deixa de ser um ato de coração.  Um bom exemplo disso foi o caso das fortes chuvas de novembro que provocaram uma tragédia em Santa Catarina que vitimou milhares de pessoas. Na internet, várias correntes da solidariedade foram enviadas por e-mail, iniciativa de pessoas que humanitariamente disponibilizavam suas empresas para depósito de roupas e alimentos. Os meios de comunicação mostravam as formas de ajuda necessária, por meio de campanhas do tipo “Reconstruindo Santa Catarina”.  Mas será que o povo brasileiro é mesmo solidário ou se deixa levar por campanhas que a mídia promove? 

O final do ano está chegando e essa é uma época muito procurada quando o assunto é caridade, mas 55 % dos casos são por obrigação, seja por interesses políticos ou empresariais. Sabemos que muita gente necessita dessa ajuda, mas isso não é suficiente para mobilizar as pessoas a praticar mais ações filantrópicas e principalmente, praticar por amor e solidariedade.

Para além de um sentimento qualquer de compaixão vaga e superficial, a solidariedade tem o valor de despertar e criar o gosto imperecível pelo bem comum. E todo cidadão, para ser eterno aprendiz do valor da solidariedade, tem de praticá-la, diariamente, permanentemente. O mundo precisa de mais empatia, ele seria um lugar muito melhor. Está na hora de sair da internet e agir, isso só depende das pessoas, juntos somos um grande ato, somos amor. Lembre-se, um dia você pode precisar.


Todo dia é dia de ajudar


Mais um ano está indo, desta vez é 2018. Nele deixaremos muitas alegrias, sorrisos, gargalhadas, lágrimas, tristezas, raivas, angustias e vários outros sentimentos. Porém, uma coisa é certa, nem tudo irá ficar para trás, iremos carregar conosco metade desses sentimentos que este ano nos deu. Até porque muitos deles ou deixaram uma cicatriz, seja ela boa ou ruim, ou aconteceu no último segundo do ano. Sim, coisas acontecem no último instante que são capazes de deixar nossos corações nas mãos.

Podemos olhar para trás e ver o quanto evoluímos, o quanto crescemos e amadurecemos. Você pode pensar: Nem todo mundo aprendeu algo que mudou sua forma de ver o mundo. Pode não ser perceptivo para nós, porém cada um sabe o que está sentindo naquele momento. Muitas pessoas boas e ruins entraram e saíram de nossas vidas, mas não fiquem felizes, outras pessoas boas e ruins continuarão entrando em nossas vidas independentemente do ano.

Vivemos conquistas e derrotas, tanto no âmbito particular quanto no coletivo. Nossas vidas passaram por turbulências que muitas das vezes acreditávamos que não iriamos conseguir sair delas. Dissemos Adeus a várias pessoas e olá para muitas. E sabem de uma coisa? Continuaremos dizendo Adeus e Bem-vindo para várias durante o próximo ano. É a lei da vida.

Além disso, sempre deixamos o momento de espalhar caridade e prosperidade para esse final de época, mas não é o suficiente. Por isso não é uma noite que irá te trazer paz, harmonia e amor. Se você não semeou isso durante o ano inteiro, não conseguirá em apenas uma noite, não mesmo. Principalmente se você for do lado que sacaneou, tenho que certeza que no fundo sua consciência irá pesar. Tá, não esperamos nada em troca, mas também não esperamos um chute e uma machadada pelas costas dessa mesma pessoa que se fazia de tão indefesa e “ai pobre de mim”. Não, não esperamos.

 Ou seja, nos despedimos apenas do número 2018, porém ano novo é todo dia. Todo dia ao abrirmos os olhos ganhamos a oportunidade de começar de novo a vida, de resolver as pendencias, de criar novas oportunidades. Todo dia é um novo recomeço cheio de bênçãos e luz. Dizemos tchau ao último mês do ano, mas não devemos pensar que “Agora vai mudar”, não. Todo dia é dia mudar, dia correr atrás dos desejos, lutar pelo o que é nosso por direito. Todo dia é dia de criar metas e alcança-las, tentar reparar os danos que fizemos no dia anterior. Todo dia é uma oportunidade diferente, só precisamos a prender a como aproveitá-las.

sábado, 24 de novembro de 2018

A incerteza presente nos próximos quatro anos

Jair Bolsonaro foi eleito no dia 28 de outubro, com aproximadamente 55% dos votos validos. Em toda sua campanha eleitoral, o discurso anticorrupção se mostrou presente e com promessas fortes de que em seu futuro governo não teriam tais processos que sempre fizeram parte da política brasileira, cativando seus eleitores no qual defendiam o fim da “velha política” que fez parte do antigo governo PT.

Em menos de um mês após sua eleição, Bolsonaro não foi conivente com seu discurso eleitoral. Com o surgimento de novos ministros que farão parte de seu governo, foram surgindo nomes que estão envolvidos em corrupção, desagradando boa parte da população e ocasionando revolta nas redes sociais. 

Onyx Lorenzoni foi nomeado como ministro da Casa Civil, se tornando parte da nova transição do governo. Lorenzoni foi citado na delação premiada da JBS como coletor de 200 mil reais para caixa dois eleitoral e ainda admitiu que havia recebido dinheiro sem declaração para encobrir gastos na campanha, denegrindo a fala do atual presidente em sua campanha. 

Neste primeiro mês após eleito, Bolsonaro já comprovou que faz parte da “velha política” e fecha os olhos para problemas nos indivíduos que os cercam. A mudança necessária na administração do país está longe de ser uma realidade. Enquanto isso, esperamos os próximos passos de um governo no qual caminha as escuras.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Jair Bolsonaro e as contradições do seu futuro governo


O presidente eleito Jair Bolsonaro, ao longo de toda a sua candidatura utilizou discursos de extremo nacionalismo e prometeu combater a corrupção se assumisse o cargo. Outro ponto determinante de sua campanha foram os discursos carregados de preconceito e misoginia. A dúvida que paira para o seu início de mandato em 2019 é se esse comportamento vai perdurar e se agora, como presidente, suas decisões pautadas em ideais imorais sejam absolvidas pelo governo.

Em suas primeiras decisões da transição presidencial, Bolsonaro já nomeou alguns ministros para compor seu governo e, muitos deles, são acusados por corrupção e após as indicações ganham foro privilegiado. O novo presidente, que prometeu “varrer a corrupção”, agora, se contradiz. E seu eleitorado, que parecia condenar, agora já soa menos agressivo e passa a aceitar com maior facilidade as decisões do novo gestor.

Outro ponto de mudança desde a sua candidatura até a vitória foi seu discurso. Durante a campanha foi possível observar uma mudança no seu tom e a forma com que fala das minorias, por exemplo. Antes, tratava com uma certa agressividade; hoje, já soa mais brando. Começou a justificar que seu governo seria inclusivo e, inclusive, nomeou uma mulher – a deputada federal Tereza Cristina – como ministra da agricultura. A decisão acabou por “assegurar” uma nova postura do futuro presidente e suavizar a imagem de que “o futuro presidente não gosta de mulheres”, mas na verdade só mascara a verdade que é um homem que nunca buscou representar a população de fato.

A misoginia de Bolsonaro vai além de incorporar mulheres em sua equipe de transição, mas sim por inúmeras falas do mesmo sobre o sexo feminino. O mesmo Bolsonaro que visa acabar com a obrigação do SUS de atender vítimas de estupro, que acha que mulheres devem ganhar menos, é o mesmo que faz as indicações e, infelizmente, através destas composições de governo, são absolvidos os discursos ruins por boa parte da população só por se mostrar inclusivo. O governo, que mal começou, já se mostra completamente contraditório.

O "salvador" do Brasil: Jair Messias Bolsonaro


Por conta da desilusão com a política nacional, o Brasil elegeu um personagem que vem com a promessa de ser o salvador da pátria, aquele que vai estruturar toda a glória da economia e a honra do país, estabelecendo-o acima de todos, e com o auxílio de Deus, que segundo o próprio está acima de todos, e o futuro ministro da economia, Paulo Guedes. O chamado “mito”, Jair Messias Bolsonaro, 62 anos, assumirá o governo com as suas marcas de posições extremas, uma postura firme diante das oposições ideológicas e repleto de discursos agressivos.

Apesar do significado da palavra “mito” significar uma ficção de algo sobrenatural cuja a existência não pode ser comprovada, à medida que se instala no imaginário coletivo, muitos dos seus admiradores o tratam como tal e o único que pode defender a nação contra a onda de corrupção, caos social e escândalos políticos que se instauraram nos últimos anos. Porém, o futuro presidente mais se assemelha com um produto midiático, criado para o contentamento da população insatisfeita e que possuem um discurso maléfico contra os direitos humanos, como a reprodução do discurso machista.

Durante as três décadas da sua trajetória política, o ritmo épico que os seus leais seguidores enfatizam não esteve presente. Nesse período nunca ocupou posição de destaque, presidir ou liderar bancas, na Câmara. No âmbito de uma das suas principais bandeiras, a segurança pública, não obteve destaque em nenhum momento da sua carreira parlamentar. Sempre integrando o grupo de congressistas com menos visibilidade, só estava em evidência por conta da presença nas confusões para com outros deputados. Apesar de tudo, pode se vangloriar por nunca ter se envolvido em nenhum escândalo de corrupção.

O capitão reformado Jair Bolsonaro, em apenas dez dias após o resultado das urnas, se colocou em contradição, ao citar os nomes dos futuros ministros do seu governo. Dentre as propostas, apenas a de diminuir os ministérios está em vigor, pois apesar de dizer que em seu governo, mulheres também ocupariam os cargos do alto escalão, somente uma mulher foi citada para ser ministra da Agricultura, a deputada federal do Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina.

Até o momento, Bolsonaro entrou em diversas controvérsias que acabam gerando uma onda coletiva com uma grande incógnita de como serão os próximos quatro anos do governo que o presidente não consegue ser claro e conciso em seus planos de atuação, deixando todo o encargo para o seu braço direito, Paulo Guedes, que só se posiciona sobre as questões econômicas. Enquanto isso, algumas atitudes são tomadas, como o fim do Ministério do Trabalho, discordância entre parceiros comerciais, Egito, China e países árabes, eleger Onyx Lorenzoni, réu confesso do processo Caixa 2 e apoio a Reforma da Previdência, são algumas atitudes tomadas por aquele que terá o maior cargo político brasileiro.


Fonte: Época Negócios
Política Estadão