A prática de boas ações nos
últimos dias que antecedem o final de ano é algo comum todos os anos. Com a
chegada do natal e ano novo, grande parte da sociedade é tomada pelo espírito
de humanitarismo, praticando boas ações para aqueles que mais necessitam de
ajuda. O maior questionamento que envolve esses atos de caridade é se a real
intenção de grande parte do corpo social é o interesse pelo bem do outro ou se são apenas atitudes baseadas em benefícios ao próprio ego.
A necessidade da orientação da
responsabilidade social sobre ajudar as classes mais empobrecidas é essencial
para que a desigualdade entre os povos se torne menos crescente como tem sido
nos últimos anos. A tese sobre a obrigação de ser solidário é repassada todos
os dias por meios de palestras, empresas e propagandas publicitárias em todos
os lugares. A indagação é: se as pessoas praticam boas ações por
desejo de ajudar o próximo ou se a intenção se intensifica em querer cumprir um
papel de bom ser humano para mostrar-se aos holofotes da mídia ou entre conhecidos.
Grandes empresas de vários mercados
diversificados promovem campanhas natalinas e véspera de fim de ano por meio de
propagandas publicitárias em todos os meios de comunicação. A intenção dessas empresas
tem dois objetivos: Lucrar e em segundo plano repassar uma mensagem de
incitação à prática de boas ações. No mês de dezembro empresas visam um maior
lucro no natal e véspera de ano novo, já que as vendas se tornam maiores em
quase todos os setores do comércio.
Por isso é necessário entender
que há uma aliança com a tese de boas ações e com o marketing natalino. Empresas
de comunicação também adotam esses modelos de marketing , um exemplo disso é a
TV Globo que todos os anos produz um grande comercial com personalidades
influentes da empresa para participar da propaganda. Há também empresas que realizam ações
em fim de ano que beneficiam uma parte da população desfavorecida.
Em uma matéria publicada no site do G1,
Matheus Mazzi, empresário e estudante de administração de 28 anos, vê a
solidariedade como algo crucial em sua vida, “Não é difícil ter uma vida normal e fazer o bem para
as pessoas. É ter coragem de ir lá conhecer a realidade, abraçar e olhar no
olho. Você não está doando só material, está doando carinho. Tento diariamente
despertar isso nas pessoas”, comentou o piloto de rally ao portal de notícias. O
empresário observava os pais em atos de caridade, no entanto, Matheus só
iniciou suas ações há cerca de seis anos, quando teve aproximação de pessoas que
já estavam envolvidas em projetos de caridade que ajudam crianças da cidade de
Santos Dumont, Minas Gerais.
Quando
os atos de conveniência se converte em convicção, os feitos se tornam mais
verdadeiros e honestos diante de uma sociedade que está firmada no egoísmo. Quando
passamos a entender que o bem-estar dos menos favorecidos é também uma causa
que precisa do olhar humano. A dignidade humana passa a ser menos decrescente
no campo social, além de ter mais incentivos que renovem dentro de cada
indivíduo o desejo de ser mais solidário em todos os meses do ano e, realizando
boas atitudes e prol da felicidade humana, visando não apenas ajudar alguém para satisfazer o ego, mas realizando boas ações por meio do comprometimento social de ver o bem do próximo.
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