quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Caridades de fim de ano: Qual a intenção do corpo social e do setor comercial?


A prática de boas ações nos últimos dias que antecedem o final de ano é algo comum todos os anos. Com a chegada do natal e ano novo, grande parte da sociedade é tomada pelo espírito de humanitarismo, praticando boas ações para aqueles que mais necessitam de ajuda. O maior questionamento que envolve esses atos de caridade é se a real intenção de grande parte do corpo social é o interesse pelo bem do outro ou se são apenas atitudes baseadas em benefícios ao próprio ego.

A necessidade da orientação da responsabilidade social sobre ajudar as classes mais empobrecidas é essencial para que a desigualdade entre os povos se torne menos crescente como tem sido nos últimos anos. A tese sobre a obrigação de ser solidário é repassada todos os dias por meios de palestras, empresas e propagandas publicitárias em todos os lugares. A indagação é: se as pessoas praticam boas ações por desejo de ajudar o próximo ou se a intenção se intensifica em querer cumprir um papel de bom ser humano para mostrar-se aos holofotes da mídia ou entre conhecidos. 

Grandes empresas de vários mercados diversificados promovem campanhas natalinas e véspera de fim de ano por meio de propagandas publicitárias em todos os meios de comunicação. A intenção dessas empresas tem dois objetivos: Lucrar e em segundo plano repassar uma mensagem de incitação à prática de boas ações. No mês de dezembro empresas visam um maior lucro no natal e véspera de ano novo, já que as vendas se tornam maiores em quase todos os setores do comércio.

Por isso é necessário entender que há uma aliança com a tese de boas ações e com o marketing natalino. Empresas de comunicação também adotam esses modelos de marketing , um exemplo disso é a TV Globo que todos os anos produz um grande comercial com personalidades influentes da empresa para participar da propaganda. Há também empresas que realizam ações em fim de ano que beneficiam uma parte da população desfavorecida.

Em uma matéria publicada no site do G1, Matheus Mazzi, empresário e estudante de administração de 28 anos, vê a solidariedade como algo crucial em sua vida, “Não é difícil ter uma vida normal e fazer o bem para as pessoas. É ter coragem de ir lá conhecer a realidade, abraçar e olhar no olho. Você não está doando só material, está doando carinho. Tento diariamente despertar isso nas pessoas”, comentou o piloto de rally ao portal de notícias. O empresário observava os pais em atos de caridade, no entanto, Matheus só iniciou suas ações há cerca de seis anos, quando teve aproximação de pessoas que já estavam envolvidas em projetos de caridade que ajudam crianças da cidade de Santos Dumont, Minas Gerais.

Quando os atos de conveniência se converte em convicção, os feitos se tornam mais verdadeiros e honestos diante de uma sociedade que está firmada no egoísmo. Quando passamos a entender que o bem-estar dos menos favorecidos é também uma causa que precisa do olhar humano. A dignidade humana passa a ser menos decrescente no campo social, além de ter mais incentivos que renovem dentro de cada indivíduo o desejo de ser mais solidário em todos os meses do ano e, realizando boas atitudes e prol da felicidade humana, visando não apenas ajudar alguém para satisfazer o ego, mas realizando boas ações por meio  do comprometimento social de ver o bem do próximo.

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