quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Caso Daniel Corrêa: racionalidade ou reafirmação da masculinidade?



Na manhã do dia 28 de outubro, o jogador de futebol Daniel Corrêa foi encontrado morto. O motivo ainda não foi consolidado, há várias inconsistências nos depoimentos. A única garantia é de que o assassino foi o empresário Edison Brites, conhecido como “Juninho da Riqueza”. O rapaz foi encontrado degolado e com o órgão sexual decepado.
Tudo começou no aniversário da filha do empresário, Allana Brites, na boate Shed em Curitiba. Após a comemoração, o jogador foi convidado para continuar a festa na residência da família. Mas segundo os depoimentos da família, Daniel não foi convidado e sim se convidou.
Às 7h da manhã, o réu, ouviu pedidos de socorro de sua esposa, Cristiana Brites, e foi imediatamente averiguar. Porém a porta do quarto estava trancada e foi necessário arrombar. Segundo o Edison, o jogador estava deitado em sua cama tentando estuprar sua esposa e sem pestanejar partiu para a agressão. As testemunhas, que estavam presentes na casa, afirmaram que não houve tentativa de abuso e os gritos eram apenas do jogador sendo espancado. Além disso, também disseram que não houve arrombamento. A própria filha do empresário disse que abriu a porta do quarto e flagrou Daniel com sua mãe.
Segundo a perícia, realmente não houve arrombamento na porta.  Outra inconsistência notória é de que Edison afirmou a polícia que trocou a roupa da esposa e a pôs para deitar, mas Allana contesta admitindo que foi a própria. Porém a polícia desmente os dois, Cristina estava ornamentada com o mesmo vestido e colar que estava na festa, baseando-se nas fotos que o jogador tirou.
Após as agressões, o empresário vasculhou o celular do rapaz e notou que ele havia enviado fotos com sua esposa dormindo em um grupo de amigos. Além de ter afirmado que teve relações com ela. Indignado com isso, Edison pôs o rapaz no porta-malas e o levou para uma zona rural. Lá o degolou e decepou seu órgão sexual.
Segundo uma testemunha de 19 anos, não identificada, que beijou o Daniel na noite do crime, o empresário obrigou as pessoas presentes a limpar o sangue do jogador e cortar um pedaço do colchão que ficou manchado. Ela também afirma que Cristiana chamou sua filha para tentar impedir seu marido de assassina-lo, mas recebeu tapas na cara e a afirmação de que quem mandava ali era ele. Além disso, ela também declarou que Allana, ao ver seu pai voltar com outras roupas, perguntou o que havia feito com Daniel e ouviu como resposta: “Matei ele! ”.
No dia 1º de novembro Edison se entrega para a polícia assumindo o assassinato. Porém seu depoimento não foi tão convincente, provocou dúvidas nas autoridades e no povo. Há a sensação de que ainda tem algo sendo omitido ou mentido. Não tem cabimento um crime tão brutal ser efetuado pelo o que foi retratado nos depoimentos. O que transmite para  maioria das pessoas é que há um marido com distúrbios mentais e muito ciumento ou uma mulher mentirosa e dissimulada. A filha, Allana Brites, analisando seu depoimento, transmite que está perdida e que não sabe de que lado fica. 
O histórico do empresário também nos provoca dúvidas. Já foi autuado por porte ilegal de arma e brigas. É conhecido na cidade por ser violento. Além disso, uma forte inconsistência nessa história é de como uma pessoa que não foi convidada e não há vínculos entra livremente numa festa e posteriormente na casa? É necessário averiguar a fundo o crime e ouvir novamente os depoimentos das testemunhas não identificadas. Cabe a polícia manter a família e os suspeitos detidos até solucionar o assassinato e dar as punições necessárias.