Na manhã do dia 28 de outubro, o
jogador de futebol Daniel Corrêa foi encontrado morto. O motivo ainda não foi
consolidado, há várias inconsistências nos depoimentos. A única garantia é de
que o assassino foi o empresário Edison Brites, conhecido como “Juninho da
Riqueza”. O rapaz foi encontrado degolado e com o órgão sexual decepado.
Tudo começou no aniversário da
filha do empresário, Allana Brites, na boate Shed em Curitiba. Após a
comemoração, o jogador foi convidado para continuar a festa na residência da
família. Mas segundo os depoimentos da família, Daniel não foi convidado e sim
se convidou.
Às 7h da manhã, o réu, ouviu
pedidos de socorro de sua esposa, Cristiana Brites, e foi imediatamente
averiguar. Porém a porta do quarto estava trancada e foi necessário arrombar.
Segundo o Edison, o jogador estava deitado em sua cama tentando estuprar sua
esposa e sem pestanejar partiu para a agressão. As testemunhas, que estavam
presentes na casa, afirmaram que não houve tentativa de abuso e os gritos eram
apenas do jogador sendo espancado. Além disso, também disseram que não houve
arrombamento. A própria filha do empresário disse que abriu a porta do quarto e
flagrou Daniel com sua mãe.
Segundo a perícia, realmente não
houve arrombamento na porta. Outra inconsistência notória é de que Edison
afirmou a polícia que trocou a roupa da esposa e a pôs para deitar, mas Allana
contesta admitindo que foi a própria. Porém a polícia desmente os dois,
Cristina estava ornamentada com o mesmo vestido e colar que estava na festa,
baseando-se nas fotos que o jogador tirou.
Após as agressões, o empresário
vasculhou o celular do rapaz e notou que ele havia enviado fotos com sua esposa
dormindo em um grupo de amigos. Além de ter afirmado que teve relações com ela.
Indignado com isso, Edison pôs o rapaz no porta-malas e o levou para uma zona
rural. Lá o degolou e decepou seu órgão sexual.
Segundo uma testemunha de 19
anos, não identificada, que beijou o Daniel na noite do crime, o empresário
obrigou as pessoas presentes a limpar o sangue do jogador e cortar um pedaço do
colchão que ficou manchado. Ela também afirma que Cristiana chamou sua filha
para tentar impedir seu marido de assassina-lo, mas recebeu tapas na cara e a
afirmação de que quem mandava ali era ele. Além disso, ela também declarou que
Allana, ao ver seu pai voltar com outras roupas, perguntou o que havia feito
com Daniel e ouviu como resposta: “Matei ele! ”.
No dia 1º de novembro Edison se
entrega para a polícia assumindo o assassinato. Porém seu depoimento não foi tão
convincente, provocou dúvidas nas autoridades e no povo. Há a sensação de que
ainda tem algo sendo omitido ou mentido. Não tem cabimento um crime tão brutal
ser efetuado pelo o que foi retratado nos depoimentos. O que transmite para
maioria das pessoas é que há um marido com distúrbios mentais e muito
ciumento ou uma mulher mentirosa e dissimulada. A filha, Allana Brites,
analisando seu depoimento, transmite que está perdida e que não sabe de que
lado fica.
O histórico do empresário também
nos provoca dúvidas. Já foi autuado por porte ilegal de arma e brigas. É
conhecido na cidade por ser violento. Além disso, uma forte inconsistência
nessa história é de como uma pessoa que não foi convidada e não há vínculos
entra livremente numa festa e posteriormente na casa? É necessário averiguar a
fundo o crime e ouvir novamente os depoimentos das testemunhas não
identificadas. Cabe a polícia manter a família e os suspeitos detidos até
solucionar o assassinato e dar as punições necessárias.