Por conta da desilusão com a política nacional,
o Brasil elegeu um personagem que vem com a promessa de ser o salvador da
pátria, aquele que vai estruturar toda a glória da economia e a honra do país,
estabelecendo-o acima de todos, e com o auxílio de Deus, que segundo o próprio
está acima de todos, e o futuro ministro da economia, Paulo Guedes. O chamado “mito”,
Jair Messias Bolsonaro, 62 anos, assumirá o governo com as suas marcas de posições
extremas, uma postura firme diante das oposições ideológicas e repleto de discursos
agressivos.
Apesar do significado da palavra “mito”
significar uma ficção de algo sobrenatural cuja a existência não pode ser
comprovada, à medida que se instala no imaginário coletivo, muitos dos seus
admiradores o tratam como tal e o único que pode defender a nação contra a onda
de corrupção, caos social e escândalos políticos que se instauraram nos últimos anos. Porém, o futuro presidente mais se assemelha com um produto midiático, criado
para o contentamento da população insatisfeita e que possuem um discurso maléfico contra os direitos humanos, como a reprodução do discurso machista.
Durante as três décadas da sua trajetória
política, o ritmo épico que os seus leais seguidores enfatizam não esteve
presente. Nesse período nunca ocupou posição de destaque, presidir ou liderar
bancas, na Câmara. No âmbito de uma das suas principais bandeiras, a segurança
pública, não obteve destaque em nenhum momento da sua carreira parlamentar.
Sempre integrando o grupo de congressistas com menos visibilidade, só estava em
evidência por conta da presença nas confusões para com outros deputados. Apesar
de tudo, pode se vangloriar por nunca ter se envolvido em nenhum escândalo de
corrupção.
O capitão reformado Jair Bolsonaro, em apenas
dez dias após o resultado das urnas, se colocou em contradição, ao citar os
nomes dos futuros ministros do seu governo. Dentre as propostas, apenas a de diminuir
os ministérios está em vigor, pois apesar de dizer que em seu governo, mulheres
também ocupariam os cargos do alto escalão, somente uma mulher foi citada para
ser ministra da Agricultura, a deputada federal do Mato Grosso do Sul, Tereza
Cristina.
Até o momento, Bolsonaro entrou em diversas controvérsias
que acabam gerando uma onda coletiva com uma grande incógnita de como serão os
próximos quatro anos do governo que o presidente não consegue ser claro e conciso
em seus planos de atuação, deixando todo o encargo para o seu braço direito,
Paulo Guedes, que só se posiciona sobre as questões econômicas. Enquanto isso,
algumas atitudes são tomadas, como o fim do Ministério do Trabalho, discordância
entre parceiros comerciais, Egito, China e países árabes, eleger Onyx
Lorenzoni, réu confesso do processo Caixa 2 e apoio a Reforma da Previdência,
são algumas atitudes tomadas por aquele que terá o maior cargo
político brasileiro.
Fonte: Época Negócios
Política Estadão