quarta-feira, 7 de novembro de 2018

"VAR" para onde?


Quando a França venceu a Croácia, na final da Copa do Mundo e o mundial da Rússia se encerrou, o noticiário esportivo repercutiu Mbapé, Griezmann, Pogba e equipe e a conquista francesa.
Mas o principal tema, que perdura até hoje, foi a implementação do árbitro de vídeo, o popular VAR (video assistant referee) que mudou completamente a forma de se apitar futebol.
O VAR já existia antes da Copa, mas a sua inclusão em um torneio de tamanha importância fez a tecnologia virar assunto no mundo da bola, e sua implementação teve impacto direto na competição.
Esta foi a edição do Mundial com maior número de pênaltis marcados, foram 29. Como comparação, o recorde pertence a três Copas anteriores, 1990, 1998 e 2002, com 18 bolas na marca da cal.
Segundo o balanço da FIFA, o VAR alterou 17 marcações da arbitragem, entre gols anulados, impedimentos, expulsões, e é claro os pênaltis já mencionados, sem contar o chip que avisa se a bola atravessou ou não a linha do gol, tecnologia usada já na Copa de 2014, aqui no Brasil.
É óbvio que o VAR ajuda a evitar injustiças, diminui a porcentagem de erro humano na arbitragem, mas ao contrário do que se pensa, não eliminará a incerteza quanto as marcações, uma vez que existem inúmeras situações onde o lance é extremamente interpretativo.
Entretanto, lances exatos, como impedimentos, gol ou não, agressões, uso indevido da mão, faz com que o futebol fique mais justo, e aquela “malandragem” de puxar, empurrar, dentre outras coisas que sempre aconteceram no futebol.
Por outro lado, a dinâmica do futebol não permite interrupções tão grandes, por exemplo, na Libertadores deste ano, no duelo entre Palmeiras e Boca Juniors, a equipe alviverde precisava de dois gols para levar a decisão para os pênaltis, quando logo no início da partida, Bruno Henrique abriu o placar, foi uma explosão no estádio, festa da torcida palmeirense. Só que no início da jogada Deyverson estava impedido, e após toda comemoração a arbitragem anulou o gol, levando todos do êxtase a frustração. O momento mais marcante do futebol está sob risco.
Existe o lado bom, da justiça, da diminuição dos erros, e um lado muito preocupante, a dinâmica do jogo fica comprometida. É preciso ressaltar, ainda há a necessidade de treinamento de profissionais e melhorias na tecnologia. Do jeito que está, muitos problemas vão colocar em xeque a utilidade do VAR, ele precisa definir para onde ele vai.

Fonte: https://esporte.uol.com.br/futebol/copa-do-mundo/2018/noticias/2018/07/12/fifa-constata-influencia-do-var-em-gols-de-bola-parada-na-copa-do-mundo.htm

https://www.gazetaesportiva.com/campeonatos/copa-do-mundo/com-ajuda-do-var-copa-de-2018-e-recordista-de-penaltis-marcados/

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