Em março passado, durante o 132º Encontro Anual da IFBA, realizado na sede da Fifa, em Zurique, ficou decidido que o sistema VAR (árbitro assistente de vídeo) é uma regra do futebol. Baseado em um estudo feito em 804 jogos que tiveram a utilização do auxílio tecnológico, a International Board concluiu que o árbitro de vídeo é bom para o futebol. Um exemplo da eficiência do sistema é o índice de 98,9% em lances revisados.
Mas e no Campeonato Brasileiro? Dentre os inúmeros problemas que o futebol do país passa, a utilização do VAR é a mais discutida. Sabe por quê? A CBF, instituição riquíssima, jogou a responsabilidade para cima dos clubes, dizendo que a instalação do recurso custaria R$ 1 milhão para cada deles. Uma verdadeira piada, como quase tudo no Brasil. É como a dona da festa exigir que os convidados tragam o refrigerante e os salgadinhos. A proposta, claro, foi vetada – placar 12 a 7, além de uma abstenção.
Os mais conservadores, que resistem ao VAR, dizem que o sistema demora a tomar uma decisão. Bom, não é bem assim. Sempre de acordo com a International Board, a influência do VAR no jogo dura apenas, em média, um minuto, sendo mais rápido que uma cobrança de escanteio, por exemplo (nesta situação, a bola fica parada, em média, por sete minutos). Maldosos dirão que este estudo tem interesses por trás, mas são informações plausíveis para quem tem o hábito de assistir uma partida de futebol.
Vale lembrar, no entanto, que nem tudo são rosas na utilização do VAR. Ao longo da Copa do Mundo, o sistema gerou polêmicas. Apesar do saldo positivo e de certa má vontade de parte da imprensa, o árbitro de vídeo precisa de mais transparência, critério nos lances subjetivos e, claro, aperfeiçoamento daqueles que o comandam. Mas, como quase tudo na vida, é dar tempo ao tempo para que o VAR atinja algo perto da perfeição.
É de uma tremenda incompetência a falta do assistente de vídeo no Campeonato Brasileiro. A CBF só pensa no seu benefício e pouco trabalha para o progresso do futebol do país. Já os clubes deveriam criar uma liga independente, como na Alemanha, por exemplo, mas são todos reféns da entidade. Enquanto isso, o espetáculo sofre cada vez mais com os erros grotescos da arbitragem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.