O arbitro de vídeo (VAR) foi instituído na última Copa do Mundo com o objetivo de auxiliar os juízes de campo e inibir os erros durante as partidas. Quatro pessoas são responsáveis pela revisão das jogadas, se dividindo entre os acontecimentos como impedimento e possíveis agressões dentro do gramado. O sistema foi usado pela primeira vez no jogo entre França e Austrália, no qual o arbitro assinalou um pênalti no atacante Griezmann.
Ao longo do mundial, o VAR gerou inúmeras discussões por parte dos mais conservadores e imprensa. O sistema mostrou que precisa ser mais aprimorado, já que faltou critério e transparência em algumas decisões – principalmente nos lances subjetivos. Mesmo assim, o saldo do sistema foi positivo com 99,3% dos acertos nas decisões, segundo a FIFA.
No campeonato brasileiro, a CBF quer instituir o uso do arbitro de vídeo passando todos os custos aos clubes, podendo atingir até 1 milhão de reais. Os clubes, no entanto, recusaram esse plano. Decisão acertada, já que a maioria deles se encontra em situação financeira delicada. A CBF, uma instituição que arrecada milhões por ano, como organizadora do espetáculo, deveria arcar com todos os custos pois é uma forma de valorizar o seu produto, diminuindo o número de erros da arbitragem.
O arbitro de vídeo, além de um auxílio aos juízes de campo, é um avanço tecnológico no futebol. Os clubes poderiam se organizar e colocar os pensamentos retrógrados de engravatados nas confederações fora das discussões sobre a utilização do VAR, com o intuído de utilizar verdadeiramente o jogo limpo. Enquanto isso não acontecer, nosso futebol permanece com todos esses problemas.
Fonte: https://globoesporte.globo.com/sp/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/brasileirao-de-2018-tera-venda-de-mando-de-campo-e-grama-sintetica.ghtml
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