Você
já parou para avaliar os discursos de Bolsonaro antes e depois de ser eleito? Observando
com cuidado você poderá perceber a diferença, especialmente na forma de como
ele fala. Durante sua campanha seus discursos eram mais agressivos e energéticos,
após ser eleito pode se dizer que sua forma de falar está mais “tranquila”.
A
corrupção sempre foi um tema muito presente nos discursos do presidente eleito,
muitas foram as vezes em que o mesmo falou em combater a corrupção.
Curiosamente, há pouco tempo foi anunciado que Luiz
Henrique Mandetta será o futuro ministro da Saúde. Mandetta é investigado por suposta fraude
em licitação, tráfico de influência e Caixa 2. Além de Mandetta,
Onyx Lorenzoni está cotado por Bolsonaro para a Casa civil. Vale lembrar que o
deputado confessou ter recebido Caixa 2 da JBS. Seria esse o momento em que
Bolsonaro começa a contrariar o próprio discurso?
Embora
não fale sobre machismo e/ou misoginia em seus discursos, várias foram as vezes
que o presidente eleito foi misógino. Um exemplo terrível disso, foi em 2014
quando disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário porque “ela não
merece”. Outro momento em que foi ofensivo às mulheres ocorreu durante uma
palestra em 2017. Em que afirmou que sua filha foi fruto de “uma fraquejada”. "Eu tenho quatro homens, na quinta (vez) eu
dei uma fraquejada e veio uma mulher", afirmou o presidente eleito.
Felizmente, desde que foi eleito, Bolsonaro não tem dito falas como estas.
Seja
lá o que nos espera durante o governo de Bolsonaro, ano que vem veremos se seus
discursos anticorrupção serão convertidos em atos, ou serão esquecidos por ele
e seus apoiadores. Quanto as falas misóginas, é preciso que as mulheres continuem seus manifestos contra esse tipo de comportamento. Misoginia, machismo e
qualquer tipo de preconceito não devem ser tolerados.
Fontes: Carta Capital, G1, Jornal GGN
Fontes: Carta Capital, G1, Jornal GGN