quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Corrupção e misoginia absolvidas durante governo de Bolsonaro?


Você já parou para avaliar os discursos de Bolsonaro antes e depois de ser eleito? Observando com cuidado você poderá perceber a diferença, especialmente na forma de como ele fala. Durante sua campanha seus discursos eram mais agressivos e energéticos, após ser eleito pode se dizer que sua forma de falar está mais “tranquila”.

A corrupção sempre foi um tema muito presente nos discursos do presidente eleito, muitas foram as vezes em que o mesmo falou em combater a corrupção. Curiosamente, há pouco tempo foi anunciado que Luiz Henrique Mandetta será o futuro ministro da Saúde. Mandetta é investigado por suposta fraude em licitação, tráfico de influência e Caixa 2. Além de Mandetta, Onyx Lorenzoni está cotado por Bolsonaro para a Casa civil. Vale lembrar que o deputado confessou ter recebido Caixa 2 da JBS. Seria esse o momento em que Bolsonaro começa a contrariar o próprio discurso?

Embora não fale sobre machismo e/ou misoginia em seus discursos, várias foram as vezes que o presidente eleito foi misógino. Um exemplo terrível disso, foi em 2014 quando disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário porque “ela não merece”. Outro momento em que foi ofensivo às mulheres ocorreu durante uma palestra em 2017. Em que afirmou que sua filha foi fruto de “uma fraquejada”.  "Eu tenho quatro homens, na quinta (vez) eu dei uma fraquejada e veio uma mulher", afirmou o presidente eleito. Felizmente, desde que foi eleito, Bolsonaro não tem dito falas como estas.

Seja lá o que nos espera durante o governo de Bolsonaro, ano que vem veremos se seus discursos anticorrupção serão convertidos em atos, ou serão esquecidos por ele e seus apoiadores. Quanto as falas misóginas, é preciso que as mulheres continuem seus manifestos contra esse tipo de comportamento. Misoginia, machismo e qualquer tipo de preconceito não devem ser tolerados.

Fontes: Carta Capital, G1, Jornal GGN