quarta-feira, 14 de novembro de 2018

VAR: Solução ou não?

A arbitragem brasileira sempre foi um grande motivo de discussão nas rodas e debates esportivos. O preparo ruim dos profissionais e o alto índice de erros que, por muitas vezes, decidiu campeonatos, revoltava e indignava clubes, dirigentes e principalmente torcedores.

Ao longo do tempo sempre foi procurado uma saída para que a margem de erro fosse cada vez mais diminuída, e foi então que surgiu o famoso VAR. O árbitro de vídeo veio para solucionar o terror dos juízes de futebol e fazer justiça nos lances capitais da partida. Será?

 Apesar de corrigir e ser eficaz na maioria dos lances, nesta temporada, a de estreia do artifício, alguns jogos tiveram a interferência do VAR e mesmo assim a marcação foi equivocada. O exemplo mais famoso foi nas quartas de final da Taça Libertadores, onde o árbitro Éber Aquino usou o vídeo para expulsar, erradamente, o zagueiro Dedé, do Cruzeiro, na partida contra o Boca Juniors. Os prós são muitos, claro, pois diversos lances são dificílimos para a interpretação a olho nu, e com a presença de um artifício externo a precisão pode ser ainda maior e os resultados mais justos.

Mas, o tempo para checagem, esfriando o jogo, e o mau preparo de alguns profissionais da arbitragem, que mesmo com a imagem conseguem interpretar de forma equivocada, gera ainda um debate de pontos de vista e sobre o que é justo e o que faz “parte” do futebol.

Contudo, podemos perceber que de nada adianta o vídeo se não tiverem indivíduos capacitados e especializados para ficarem responsáveis pelo melhor uso do mesmo, pois mesmo questionado, muitas vezes a culpa não é do VAR por seu time ser injustiçado, e sim da péssima gestão de arbitragem que o Brasil possui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.