quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Caso Daniel: é justificável tanta brutalidade?

No último dia 27, o jogador Daniel Corrêa Freitas, que pertencia ao São Paulo e estava emprestado ao São Bento, foi encontrado morto perto de uma estrada rural em São José dos Pinhais, no Paraná. Segundo a polícia, o crime ocorreu depois da festa de aniversário de 18 anos da filha do empresário Edison Brittes, que já confessou ter matado Daniel. A vítima teve o órgão sexual decepado e o pescoço degolado.

O crime é tão macabro que a investigação está repleta de contradições. Primeiro, Edson disse que Daniel tentou estuprar a esposa dele – Cristiana Brittes, de 35 anos – e por isso o matou; o empresário alegou descontrole emocional como fator determinante no assassinato. Depois, no entanto, o delegado da Polícia Civil de São José dos Pinhais, Amadeu Trevisan, afirmou que não houve nenhuma tentativa de estupro por parte do jogador contra Cristiana, citando depoimentos de testemunhas para reforçar essa conclusão. Há, também, uma versão que diz que Edison só tinha como objetivo deixar Daniel nu na mata, mas que decidiu matá-lo após ver fotos do jogador com Cristiana na cama.

Com isso, a família Brittes (Edison, Cristiana e a filha Allana) e outras três pessoas - Eduardo Henrique da Silva, Ygor King e David Willian da Silva, que teriam participado do crime – foram presos temporariamente. De acordo com o juiz, a família Brittes ameaçou e coagiu testemunhas a confirmar a versão apresentada por eles.

Diante dos fatos e contradições, fica difícil definir qualquer coisa. A única certeza, porém, é que ninguém estava certo: Daniel, por se envolver com uma mulher casada; Edison, por extrapolar ao ponto de matar brutalmente o Daniel; e Cristiana e Allana, por armarem para Daniel e acobertarem a situação. Contudo, vale dizer que Edison tem outras passagens pela polícia, como porte ilegal de arma, adulteração de veículo, e ameaça e crime contra uma pessoa. Apesar de ter descoberto a traição da esposa com Daniel, nada justifica assassiná-lo com tanta maldade. Que a polícia faça seu trabalho e desvende o que realmente aconteceu.

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