O presidente eleito Jair Bolsonaro, durante toda sua campanha em 2018, afirmou ser contra a corrupção e defendeu os valores da família tradicional brasileira. Vídeos anteriores ao período eleitoral circularam nas redes sociais, nos quais o então candidato tecia comentários preconceituosos contra mulheres, negros, indígenas e LGBTs. Ainda assim, foi eleito com aproximadamente 55% dos votos válidos.
A posse de Bolsonaro ocorrerá apenas em janeiro de 2019, porém algumas pessoas já estão confirmadas na composição do próximo governo. Entre elas estão o ex-juiz Sérgio Moro e o deputado federal Onyx Lorenzoni. A nomeação do deputado como ministro fez com que até mesmo os eleitores do candidato de extrema direita criticassem a escolha do novo presidente por conta da confissão de Lorenzoni sobre o recebimento de caixa 2 da JBS.
Durante uma coletiva em Curitiba, o futuro ministro Moro foi questionado sobre sua posição ao caso de Onyx e respondeu que o deputado “pediu desculpas”. Entretanto, em 2017, o ex-juiz disse em uma palestra em Harvard que “caixa 2 nas eleições é trapaça, é um crime contra a democracia. Corrupção em financiamento de campanha é pior que desvio de recursos para o enriquecimento ilícito.”
Terça-feira (20), o futuro presidente anunciou o deputado Luiz Henrique Mandetta como o novo ministro da Saúde, que é investigado por fraude em licitação, tráfico de influência e caixa 2.
Até o momento, apenas uma mulher foi anunciada para compor o próximo governo, a deputada federal Tereza Cristina ocupará o a pasta de Agricultura. Bolsonaro disse no Twitter que não está "preocupado com cor, sexo ou sexualidade de quem está na equipe". É importante lembrar que em 2016, o presidente eleito afirmou em entrevista que "não empregaria [mulheres e homens] com o mesmo salário. Mas tem muita mulher que é competente"
Até o momento, apenas uma mulher foi anunciada para compor o próximo governo, a deputada federal Tereza Cristina ocupará o a pasta de Agricultura. Bolsonaro disse no Twitter que não está "preocupado com cor, sexo ou sexualidade de quem está na equipe". É importante lembrar que em 2016, o presidente eleito afirmou em entrevista que "não empregaria [mulheres e homens] com o mesmo salário. Mas tem muita mulher que é competente"
Logo após o resultado final das eleições pessoas contrárias a Bolsonaro declararam resistência ao seu governo. Na quinta-feira (17), a marca de roupas Think Blue realizou um protesto durante um desfile na Brasil Eco Fashion Week, no qual as modelos carregaram placas com falas machistas, racistas e homofóbicas do presidente eleito. Apesar de serem discursos proferidos antes da corrida eleitoral, as palavras marcaram o futuro presidente como alguém preconceituoso e retrógrado, e nada ainda foi feito para mudar essa imagem.
Além disso, o discurso de Bolsonaro contra a corrupção se perde nas nomeações de políticos investigados e sua promessa de mudança para um governo de fichas limpas não se mostra possível de acontecer.
Além disso, o discurso de Bolsonaro contra a corrupção se perde nas nomeações de políticos investigados e sua promessa de mudança para um governo de fichas limpas não se mostra possível de acontecer.