quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Votar nulo é jogar o voto fora?


Com a crise política em que o Brasil se encontra, fica difícil para o povo brasileiro decidir qual candidato votar. As eleições do ano de 2018 protagonizam uma situação diferente, onde o povo se vê perdido e prefere por não exercer o voto ou votar nulo.

A intenção de voto da população é facilmente mudada por não terem segurança em determinado candidato ou por julgarem que apoiar nos mesmos seria desperdício do voto, uma vez que não recebe uma grande quantidade de votos apesar de ser um ter um bom potencial, com boas campanhas e propostas.

Apesar disso se o eleitor não se identificar com a proposta ou campanha de outro candidato e se manter contra a atual situação, a opção passa a ser o voto nulo, porém, muitas pessoas entendem que é praticamente jogar o sua chance de mudar o atual panorama fora, já que é dado como voto vencido, mas ele também pode ser encarado como uma forma de manifestação contra a corrupção no pais, o momento em que todos ou quase todos candidatos são dados como corruptos ou só estão tentando se eleger em benefício próprio.

Apesar de toda a conscientização quanto ao voto, o cidadão ainda não entende o poder que tem nas mãos, a força que o voto tem para mudar a atual situação do Brasil e de forma geral, pensa que não há uma solução possível para o desesperador panorama político do país.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Caridades de fim de ano: Qual a intenção do corpo social e do setor comercial?


A prática de boas ações nos últimos dias que antecedem o final de ano é algo comum todos os anos. Com a chegada do natal e ano novo, grande parte da sociedade é tomada pelo espírito de humanitarismo, praticando boas ações para aqueles que mais necessitam de ajuda. O maior questionamento que envolve esses atos de caridade é se a real intenção de grande parte do corpo social é o interesse pelo bem do outro ou se são apenas atitudes baseadas em benefícios ao próprio ego.

A necessidade da orientação da responsabilidade social sobre ajudar as classes mais empobrecidas é essencial para que a desigualdade entre os povos se torne menos crescente como tem sido nos últimos anos. A tese sobre a obrigação de ser solidário é repassada todos os dias por meios de palestras, empresas e propagandas publicitárias em todos os lugares. A indagação é: se as pessoas praticam boas ações por desejo de ajudar o próximo ou se a intenção se intensifica em querer cumprir um papel de bom ser humano para mostrar-se aos holofotes da mídia ou entre conhecidos. 

Grandes empresas de vários mercados diversificados promovem campanhas natalinas e véspera de fim de ano por meio de propagandas publicitárias em todos os meios de comunicação. A intenção dessas empresas tem dois objetivos: Lucrar e em segundo plano repassar uma mensagem de incitação à prática de boas ações. No mês de dezembro empresas visam um maior lucro no natal e véspera de ano novo, já que as vendas se tornam maiores em quase todos os setores do comércio.

Por isso é necessário entender que há uma aliança com a tese de boas ações e com o marketing natalino. Empresas de comunicação também adotam esses modelos de marketing , um exemplo disso é a TV Globo que todos os anos produz um grande comercial com personalidades influentes da empresa para participar da propaganda. Há também empresas que realizam ações em fim de ano que beneficiam uma parte da população desfavorecida.

Em uma matéria publicada no site do G1, Matheus Mazzi, empresário e estudante de administração de 28 anos, vê a solidariedade como algo crucial em sua vida, “Não é difícil ter uma vida normal e fazer o bem para as pessoas. É ter coragem de ir lá conhecer a realidade, abraçar e olhar no olho. Você não está doando só material, está doando carinho. Tento diariamente despertar isso nas pessoas”, comentou o piloto de rally ao portal de notícias. O empresário observava os pais em atos de caridade, no entanto, Matheus só iniciou suas ações há cerca de seis anos, quando teve aproximação de pessoas que já estavam envolvidas em projetos de caridade que ajudam crianças da cidade de Santos Dumont, Minas Gerais.

Quando os atos de conveniência se converte em convicção, os feitos se tornam mais verdadeiros e honestos diante de uma sociedade que está firmada no egoísmo. Quando passamos a entender que o bem-estar dos menos favorecidos é também uma causa que precisa do olhar humano. A dignidade humana passa a ser menos decrescente no campo social, além de ter mais incentivos que renovem dentro de cada indivíduo o desejo de ser mais solidário em todos os meses do ano e, realizando boas atitudes e prol da felicidade humana, visando não apenas ajudar alguém para satisfazer o ego, mas realizando boas ações por meio  do comprometimento social de ver o bem do próximo.

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Final de ano e atos de caridade: conveniência ou exercício de solidariedade

O final de ano está chegando e com ele um suposto espírito de solidariedade aflora por todas as partes. Com a proliferação das redes sociais, cada vez mais manifestações de caridade foram sendo presenciadas e dois pontos vem a tona. Influenciadores digitais realmente se preocupam e querem contribuir com um exercício de bem ao próximo ou a conveniência atrelada a busca por likes fala mais alto nesse momento?

Alguns casos, como o do youtuber Lucas Lira, geram algumas dúvidas. O jovem postou um vídeo em que ajuda os moradores de rua, e rotula como um especial de ano novo. O vídeo rendeu bons resultados, com direito a quase 10 milhões de visualizações. Após a grande repercussão, os atos de caridade no fim do ano acabaram se tornando um bom gatilho na busca de views, e presença constante na página do "Em alta" no youtube.


Ninguém é obrigado a ajudar ninguém, mas ter empatia e pensar um pouco mais nos outros é algo que enobrece e dignifica. Ajudar o próximo é um ato que vem de dentro para fora. A real intenção e o sentimento de compaixão para com os mais necessitados nunca poderão ser confirmados, mas é importante que o sentimento seja sincero. Não para os outros, mas para seu próprio crescimento pessoal. 

Época de Natal: maquiagem para a hipocrisia?

Chegamos na época do ano marcada pela união e solidariedade com os mais necessitados. Tradicionalmente, o Natal é visto como momento para esquecer as desavenças e realizar boas ações. Até por isso, muitas pessoas usam este período para passar um pano em tudo de ruim que foi feito ao longo do ano – mesmo que de maneira artificial. É a hipocrisia disfarçada de caridade.

Diante disso, vem à cabeça o seguinte pensamento: vale a pena fazer o bem, mesmo que haja certo fingimento por trás? Obviamente, é importante ajudar as pessoas mais carentes. Mas é uma atitude que precisa ser com o coração, e não gerada por um interesse para aparecer bem na fita.

Ajudar ao próximo é uma atitude louvável, mas que não precisa ser espetacularizada. Com uma sociedade cada vez mais individualista, fazer o bem é fundamental para unir as pessoas, deixando de lado a polarização gerada pela política. O Natal é época de harmonização, desde que seja feita com a melhor das intenções. Caso contrário, os outros 11 meses do ano serão marcados por brigas e distanciamento das relações.

Nunca é tarde para fazer o melhor

Todo final de ano é cercado de festas e celebrações. O Natal e o Ano Novo têm como características marcarem um recomeço para inúmeras pessoas. Tendo promessas e principalmente no Natal uma reaproximação com a religião de cada indivíduo. Evidenciando a vontade de fazer o melhor para o próximo, sem uma distinção que pode ter sido desenvolvida ao longo do ano. 

Por quanto disso, as ações de solidariedade se mostram mais fortes a cada dia. Transparecendo o lado verdadeiramente humano que existe em cada pessoa, possuindo boas atitudes mesmo que seja por um tempo determinado. Criando um pensamento positivo sobre como todos vão se relacionar no futuro. 

Trabalhos voluntários, doações para locais e pessoas carentes se enchem de esperança para os finais de ano. Por mais que algo apenas aconteça no final, a importância é visível e transmite algo realmente bom para um determinado povo que apenas sofre ao longo do ano. 

As boas ações sempre são bem-vindas, não tem data de validade ou momentos certos. O positivismo se permeia e um dia todos irão ter solidariedade durante todo o ano, mas pelo menos ainda temos uma parte do calendário em que a maioria das pessoas esqueçam todos os seus preceitos sobre o próximo.

Por que não Natal o ano todo?

Há menos de um mês para a chegada das grandes festas de fim de ano, como Natal e Ano Novo, muitos preparativos em diversos cenários de todo o mundo já estão sendo preparados. Para os adeptos, a data do dia 25 de dezembro marca o nascimento de Jesus Cristo, logo, um dia de amor, solidariedade, fraternidade e tudo que há de bom. É muito comum ver o aumento de caridade nesta época do ano, mas a pergunta que fica é: Porque não o ano todo ? 

Existem muitos projetos espalhados por todo o Brasil, nos quais as pessoas podem realizar suas doações até mesmo pessoalmente. Desde as cartinhas das crianças, realizando seus desejos de presentes até a distribuição de cestas básicas para famílias carentes por exemplo. Porém, toda essa ação, tem uma explicação. Segundo pesquisa divulgada pela Folha de São Paulo, o sentimento de culpa é o que move o ser humano para estes atos no fim de ano. 

Nos outros 11 meses do ano, as doações não estão presentes no dia-a-dia, enquanto no Natal se come muito e gasta-se bastante também. As pessoas criam este sentimento e tentam consertar todos os erros ao longo do ano, de forma com que ajudem outras pessoas e assim limpem a consciência. 

É claro que exceções existem, porém, a maioria dos casos seria um ato de conveniência do que propriamente uma caridade. Mesmo sendo conveniência, isto não deve ser descartado ou ignorado, em uma mundo repleto de maldade, um gesto solidário mesmo que seja disfarçado de culpa, continua sendo um lindo gesto e salvando vidas no mesmo dia em que segundo os adeptos,o maior salvador de todos nasceu. 

Um Feliz Natal!

A caridade conveniente em dezembro

O final do ano está chegando e em sua companhia sempre vem o espírito festivo e solidário das comemorações, Natal e Ano Novo. É curioso observar que somente nessa época do ano todos os sentimentos que remetem a bondade e felicidade deixam de ser individuais e convenientes para se tornarem algo coletivo. Todo mundo deve fazer uma caridade, algo de bom pelos outros.

A solidariedade está presente em cada lugar, conversa e gestos da sociedade, mas somente nesta época do ano, porque durante o restante é uma onda gigante de egoísmo. Seja pela vida que força as pessoas à competitividade para alcançar o tão almejado topo da felicidade, o espírito da caridade não vive presente no cotidiano.

Dezembro é tido como o mês da esperança. Aquele mês que as pessoas se dedicam a serem melhores, é a mesma reação que o nascimento de um filho faz para os pais, os fazem pensar que precisam ser melhores para a criança. Seja por culpa ou toque divino, essa busca incansável é apenas um reflexo das religiões, onde também há um nascimento de um Salvador que vem para transformar a maldade do mundo em bondade, as pessoas se aproveitam deste momento.

Apesar desse fenômeno de paz ocorrer apenas uma vez no ano e ter o reforço religioso para tal feito, o Salvador descrito nas religiões, não importa o nome que tenha, prega amor, respeito e empatia para com todo mundo, através de ações recorrentes. As escrituras bíblicas relatam Jesus Cristo como o disseminador da compaixão e piedade, em suas pregações, relembra que Deus não é para guerras e puro egoísmo, deve-se amar os outros como a ti mesmo. 


O que ocorre é que as pessoas esqueceram o verdadeiro significado de amor e acabam agindo por conveniência, porque poucos são aqueles que realmente oferecem a fraternidade durante todo o ano. Se analisar as atitudes humanas durante todo o ano, dezembro está mais para o mês da hipocrisia do que amor.