quarta-feira, 31 de outubro de 2018

O QUE ESPERAR DO GOVERNO FEDERAL COM O NOVO PRESIDENTE?




Neste último domingo (28) os brasileiros foram as urnas para decidir o mais novo presidente do Brasil, e com 55,21% dos votos, Jair Messias Bolsonaro (PSL) é o novo presidente do País pelos próximos 4 anos. Fernando Haddad (PT) que obteve 44,79% dos votos teve desvantagem em quase todas as regiões do país exceto o Nordeste.

O novo presidente do país terá grandes desafios pela frente e, diga-se de passagem, que não serão poucos. A crise econômica e a falta de segurança pública em todo o país são os principais problemas que afetam a sociedade há anos. Jair Bolsonaro terá o auxílio de Paulo Guedes, que será o próximo ministro da economia, aceleração das privatizações, desburocratização e independência do Banco Central são algumas de suas metas em seu ministério. Em uma entrevista no Rio de Janeiro, Guedes faz críticas ao governo anterior e afirma que o Brasil passou 30 anos em descontrole, e com uma população refém do baixo crescimento econômico.

Na segurança pública, Bolsonaro pretende reduzir a maioridade penal para 17 anos, além de acabar com a saída de presidiários e reformular o estatuto do desarmamento. Esta meta é uma das mais polêmicas do presidente eleito, com o armamento dos cidadãos, o aumento de mortes por assassinatos e bala perdida pode ter um aumento exorbitante. Bolsonaro pretende dar “carta branca” para policiais para matarem em serviço, havendo um risco de guerra entre a população e a polícia.

Para a educação, Bolsonaro pretende integrar o ensino superior a responsabilidade do Governo Federal, o ensino médio a responsabilidade do estado e o ensino básico, a cargo dos municípios. O presidente pretende também expurgar a ideologia de Paulo Freire, utilizada atualmente. Para Bolsonaro, é necessário “inverter a pirâmide”, pois os investimentos em ensino superior são muito maiores do que no ensino básico e ensino médio, além de querer promover o ensino a distância nas áreas rurais, proposta essa, que pode deixar um grande número de professores desempregados.


Quatro anos de incerteza

No último domingo (28), Jair Bolsonaro foi eleito presidente da república com 55, 13% dos votos. O candidato eleito além de vencer a disputa para a presidência, aumentou a bancada que o apoia, transformando o PSL (Partido Social Liberal) na segunda maior na câmara dos deputados. Bolsonaro ainda, levou seu filho para o senado federal e terá uma base de governo no qual ajudará a aprovar as pautas. 

O grande ponto de interrogação paira sobre os brasileiros, já que não tem uma verdade absoluta a respeito de Bolsonaro. Os discursos de ódio antes da eleição, presentes na fala do presidente e as falas contraditórias logo após ser eleito, causa enorme distorção na cabeça de inúmeras pessoas. O temor entre as minorias da população também se faz presente, com um ponto de vista do presidente muito claro sobre homossexuais e sobre negros que ocupam as favelas brasileiras. 

Discurso sobre o meio ambiente brasileiro também causa preocupação, pois em diversos momentos a afirmação sobre ser a favor do desmatamento e proteger os ruralistas que estão cada vez mais ocupando terras destinadas aos índios. A união do ministério do meio ambiente com o da agricultura, auxiliará para possíveis remoções de reservas ambientais para o crescente interesse industrial na criação de resorts, por exemplo. 

Os próximos quatro anos serão de incerteza, com discursos contraditórios e não sabendo o que esperar de uma pessoa despreparada para assumir a presidência do Brasil. O que nos resta é torcer para que o país saia dessa crise moral em que vive, e que o atual presidente respeite e siga a constituição.

O que podemos esperar daqui para frente?

A eleição acabou. Com ela, o clima de incerteza que pairou sobre toda uma Nação. Um país acostumado com 16 anos de um governo declaradamente de esquerda, agora se vê diante de uma extrema direita autoritária que assusta em seus discursos e propostas. 


O que esperar daqui para frente? Jair Bolsonaro, presidente eleito democraticamente, viverá em uma linha muito tênue pelos próximos quatro anos. Com um discurso anti-corrupção ensaiado, Bolsonaro será rigorosamente fiscalizado por suas oposições, que não irão lhe dar descanso em seus prováveis e possíveis fracassos e serão resistência perante suas ideias retrogradas e autoritárias. 


O Anti-petismo pode ter decidido a eleição, mas quase 90 milhões de pessoas se recusaram a votar no candidato do PSL, o que representa que sua aceitação não é lá grande unanimidade, e que muito de seus números são em decorrência da alta rejeição do Partido dos Trabalhadores.


O medo já paira nos primeiros dias após a eleição. Inúmeros casos de agressões e repressões de indivíduos que se opõem ao presidente já foram divulgados na mídia. Onde isso vai parar? No período final, a morte de Mestre Moa por um eleitor de Jair Bolsonaro foi uma premissa de todo o perigo que representa o resultado dessa eleição. O próprio, obviamente, não fará tudo que já declarou em diversos discursos, mas todas as suas falas legitimam seus seguidores a cometerem as atrocidades que já estão sendo vistas neste momento pós-eleição. 



Apesar das diferenças ideológicas, Bolsonaro terá que governar para todos. No fundo, até as próprias oposições torcem para que estejam erradas e que ele não faça o que se espera dele, apesar de três dias após sua eleição o presidente ter anunciado a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, o que já movimentou uma rejeição da esquerda e até de muitos de seus eleitores, que consideraram uma medida precipitada, arriscada e uma grande ameaça ambiental. 



O diálogo é necessário para o progresso e manutenção da democracia, e é isso que se espera. Um governo com uma participação diversa e troca de ideias e ideais para uma melhora como um todo. Mas, a verdade é que a dúvida segue: o que podemos esperar daqui para frente? 

E agora?

Jair Bolsonaro foi eleito, no último domingo (28), o novo presidente do Brasil. O candidato do Partido Social Liberal (PSL) venceu a disputa com o petista Fernando Haddad por uma margem de 10,26 pontos percentuais (55,13% contra 44,87%). Desde 1991 no cargo de Deputado Federal, Bolsonaro aproveitou os inúmeros erros do Partido dos Trabalhadores (PT) nos últimos anos para crescer nacionalmente. Mesmo com poucos projetos aprovados na câmara – apenas dois de 170 apresentados -, o capitão reformado do Exército é visto como o salvador da pátria (“O Mito”, “Messias”). A `onda Bolsonaro´é tão grande que vários candidatos apoiados por ele – ou que pensam como ele – venceram as disputas em seus respectivos estados.

Ao longo da eleição, vimos uma polarização entre a corrente anti-petista e o petismo. Muitas Fake News, protestos pró e contra, facada em um dos candidatos e, consequentemente, o crescimento do ódio. Algumas falas do então candidato à vice-presidência Hamilton Mourão ajudaram no avanço do temor por um governo autoritário, além do fato de o vencedor da eleição já ter defendido, em várias oportunidades, o golpe militar de 1964 – e, entre outras coisas, declarações racistas e homofóbicas. Outras medidas, como mudanças no Estatuto do Desarmamento, também geram medo.

O futuro é uma incógnita. Apesar de levantar a bandeira contra a corrupção, Bolsonaro trouxe para o seu (futuro) governo pessoas envolvidas em... corrupção! E com a ascensão de uma figura mais radical ao poder, é inevitável não pensar no crescimento do autoritarismo. Resta, no entanto, torcer para que seja um mandato que faça o país crescer. Mesmo não acreditando nisso, é o que temos. A maioria escolheu e é assim que funciona a democracia.

A nova fase do Brasil


No último domingo, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi eleito pela população brasileira como presidente da república. Com mais de 55% dos votos, Bolsonaro está agora no poder.  Venceu o candidato que liderou a corrida presidencial desde o início, e será o 38° presidente eleito democraticamente no país. Prevaleceu o desejo da alternância de poder, e de arriscar o novo. Tudo menos a volta do PT ao poder, como ficou claro na última pesquisa Datafolha, que mostrou seu adversário Fernando Haddad com uma taxa de rejeição maior que a sua. Com 55,21% dos votos, ou quase 57 milhões de votos, o capitão da reserva, que assume o figurino da extrema direita no poder, conseguiu ‘fuzilar’ seu adversário nas urnas, e sobreviver aos movimentos de repúdio que seu nome suscitou, como o #Elenão, que levou centenas de milhares às ruas no final de setembro.

Mediante as suas polêmicas, Bolsonaro é um indivíduo que pode dar certo ou pode dar muito errado. Com discursos de ódio, comentários racistas, machistas e homofóbicos durante sua carreira na política, é difícil aceitar que esse presidente possa agradar ao público. Além de não ter projetos de lei que foram aprovados, o candidato traz um certo desconforto perante ao que pode acontecer ao país nos próximos anos.


Perante a todo esse medo pode-se ainda ter esperança.  Seguindo a um discurso icônico do Charles Chaplin, “O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido”.


Então, a princípio, um pouco de respeito, mas se for necessário, iremos á batalha.


Bolsonaro presidente. E agora?



No último domingo (28), após encerrada a votação do segundo turno das eleições presidenciais para saber quem seria o novo presidente da República, Jair Bolsonaro acabou eleito com 55,13% dos votos. Ele assumirá o cargo no dia 1° de janeiro de 2019. Em todo o processo eleitoral, o presidente eleito declarou ser homofóbico, contra a licença maternidade e que as mulheres deveriam ganhar menos que os homens por engravidarem, além de ofensas a diversas classes.

As eleições ficaram marcadas também pelas brigas políticas, passeatas, campanhas nas redes como: #elenão e #elesim. Nas redes sociais, as opiniões se dividiam. Assim como foi durante todo o processo eleitoral, alguns comemorando e outros declarando resistência ao vencedor. Em suas primeiras entrevistas, ele foi criticado sobre tirar verbas públicas dos veículos de imprensa que se comportaram de maneira “indigna”. 

 Após a vitória do candidato do PSOL, foi notório a forma como ele fez dois discursos, empregando tons distintos a públicos diferentes. No primeiro, falando pelo facebook a seus seguidores, Bolsonaro manteve o tom agressivo contra a esquerda e a imprensa. Já em seu outro discurso sobre a vitória, que foi veiculado por várias emissoras de TV, ele adotou a retórica mais conciliadora. Em ambos falou sobre governar com respeito à democracia e à Constituição.

Jair Bolsonaro, em entrevista ao Jornal Nacional, falou que "chega de mentiras e chega de Fake News", colocando a Folha de São Paulo à frente e dizendo que eles reproduziam notícias falsas contra ele. Disse, também, que seu discurso foi inflamado, mas que seria um desabafo sem não ofender a honra de ninguém, coisas que não vimos quando falava em seus posts no twitter ou até mesmo na TV.

E agora, Brasil?


Em crise, nós como seres humanos dependentes um do outro, reagimos de acordo com a nossa sobrevivência. As eleições de 2018 trouxeram um novo modo de ser político, nesse ano, a escolha era a volta de uma possível ditadura ou a democracia. Foi uma disputa acirrada, extremos se enfrentaram e opiniões escondidas finalmente vieram à tona. Preconceito e intolerância ainda estão em alta, mas agora estamos em momento de repúdio as opiniões, já que a propagação de ódio tornou-se um hábito entre a população.

Violência e mortes foram as principais manchetes desta eleição, sendo verídicas ou não. Na madrugada de 8 de setembro, horas após a votação, Moa do Katendê, de 63 anos, foi morto a facadas em Salvador. Segundo a polícia, Moa teria criticado a campanha do Presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), gerando desentendimento com o suspeito. Após o caso, Bolsonaro e Haddad fizeram apelo contra a violência na campanha. O assassino Paulo Sérgio foi denunciado e virou réu, acusado de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e defesa da vítima. Mesmo com os depoimentos das testemunhas, ele nega que a motivação do crime tenha sido política. Esse é um dos muitos crimes que ocorreram durante as eleições de 2018.

No dia 6 de setembro, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) levou uma facada na região do abdômen quando era carregado nos ombros durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O agressor Adélio Oliveira afirma que agiu por motivos religiosos, de cunho político. O futuro presidente do Brasil ficou 25 dias internado e passou por 2 cirurgias. Impedido de terminar sua campanha, ele reforçou suas postagens nas redes sociais e afirmou que sua candidatura ainda estava firme.

Com 55,1% dos votos, Jair Bolsonaro (PSL) derrotou o candidato Fernando Haddad, 44,9%, e foi eleito o novo presidente do Brasil. Para quem não gostou do resultado das urnas, é importante manter a calma e desejar um bom governo. Mas também é primordial enfatizar que você como cidadão tem o direito de reivindicar, utilizar a paz sempre como prioridade. O discurso de ódio só é silenciado quando é provado que existe outra saída, algo que realmente contribua para a evolução das pessoas.

Presidente Militar, e agora?


O Brasil elegeu no último domingo (28) o novo presidente do país, Jair Messias Bolsonaro do PSL com 55% dos votos. Bolsonaro tem como base um segmento militar por ser militar da Reserva no Exército. Ele acredita que o militarismo irá conseguir resolver a questão da segurança, não só no Brasil e principalmente no estado do Rio de Janeiro.

Jair Bolsonaro já está na política a 27 anos como deputado federal, ficou conhecido na política por ter uma personalidade crítica e ter uma vertente de extrema direita. A população pode esperar um governo de extrema direita, onde a classe média baixa não será beneficiada. O novo presidente terá como público alvo a classe média alta. Sem contar que o novo presidente em suas inúmeras declarações, apresentou ser homofóbico e racista. O governo dele será uma ameaça tanto para as pessoas que são homossexuais, negras e as que forem oposição ao governo dele.

Acredito que os 55% da população que votou nele não pensem como ele em relação a questão de gênero e cor, até porque todos nós somos negros, porém o novo presidente acertou em cheio o que a população em geral está saturada, que é a segurança no Brasil inteiro. Como as pessoas são ignorantes a ponto de pensar que uma arma resolverá o problema, ele atingiu a maior porcentagem.
Essas promessas certamente não serão cumpridas e mais uma vez a população vai ficar sem resposta. Além do mais ficaremos a um passo de uma nova ditadura!



O que esperar do novo governo federal?


  A disputa presidencial de 2018 chegou no segundo turno com um cenário extremamente polarizado. Pode-se dizer que a sociedade se dividiu entre antipetista e antifascista – que fez referência ao ex-deputado Jair Bolsonaro, por ter características correspondentes ao movimento fascista.

  A decisão da presidência contou com o maior número de abstenções desde 1989, o que mostra uma falta de identificação com ambos os candidatos do cargo. Apesar disso, Bolsonaro levou a disputa com  55,1% dos votos, contra 44,9% de Fernando Haddad, candidato do PT.

  Com a vitória de Bolsonaro, o que podemos esperar é um governo ultranacionalista que chega com o discurso de que será um “defensor da democracia e da liberdade”. Em seu plano de governo, diz que a prioridade das políticas de direitos humanos será direcionada às vítimas de violência, com a reforma do Estatuto do Desarmamento, que busca a liberação do porte de armas. Para a economia, tem uma de suas mais importantes propostas: a privatização ou extinção de empresas estatais. Além disso, defende a reforma da previdência e já indicou Paulo Guedes como seu ministro da Economia.

  Uma das decisões mais polêmicas do novo presidente é a fusão do ministério da Agricultura com o Meio Ambiente; a medida faz com que questões ambientais sejam tratadas a partir dos interesses ruralistas, o que deixa nas mãos do agronegócio o tópico de preservação ambiental, por exemplo, e por isso apresenta uma grande ameaça ambiental. Mais uma polêmica levantada foi a indicação para a secretaria de governo; Jair Bolsonaro fez convite ao deputado Alberto Fraga, condenado a 4 anos de prisão em regime semiaberto por corrupção.

  Desde a eleição, o candidato do PSL gera muita discussão a respeito de suas medidas e discursos. Então, o que podemos esperar é que o novo presidente enfrente uma grande repressão crítica ao seu governo. E, a partir disso, tente um novo diálogo com toda a população – para que, assim, haja unificação.

Uma nova república

No último domingo (28), o brasileiro foi novamente até as urnas para tomar a decisão mais importante para o país, a escolha do seu novo Presidente. O segundo turno das eleições brasileiras era disputado entre Fernando Haddad do PT e Jair Bolsonaro do PSL. Por volta das 20h de domingo, com mais de 80% das urnas apuradas e aproximadamente 56% de votos válidos, Jair Bolsonaro era eleito o mais novo Presidente do Brasil. O capitão de 63 anos toma posse no dia 1° de Janeiro e governará o país pelos próximos quatro anos. 

Para muitos brasileiros, a indecisão do futuro do país prevalece, já que Jair Bolsonaro mesmo eleito soma um grande número de opositores. Nas redes sociais, o movimento pós-resultado da eleição foi grande, muitos eleitores se manifestaram a favor do novo presidente, assim como a oposição também não ficou calada, e mostrou sua indignação com o resultado. 

Vale lembrar que Jair Bolsonaro foi muito contestado durante sua campanha por conta de diversas atitudes e discursos. Após o episódio da facada, ato sofrido pelo candidato em campanha no Estado de Minas Gerais, Jair Bolsonaro não participou mais de nenhum debate presencial contra o seu adversário Fernando Haddad. Mesmo com a liberação dos médicos, a assessoria do candidato afirmou ser arriscada a locomoção do candidato. 

Muito se defende também, a relação de sua campanha com as famosas “Fake News”, um problema grave de divulgação de notícias falsas pela rede, algo que cresce a cada dia que passa. Jair Bolsonaro praticamente fez sua campanha via redes sociais, com transmissões ao vivo no “Facebook” entre outros meios. Opositores afirmam que seu discurso é preconceituoso e fere totalmente as minorias do país. 

Com apenas três dias após a eleição, muitos atos contra o presidente eleito já são planejados. Movimentos em rede social como também protestos presenciais são realizados, principalmente por faculdades. É o caso da Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), instituição de ensino superior situada no Rio de Janeiro. Os alunos da instituição na última segunda-feira e também na terça, já mobilizaram um numero de alunos do centro e foram até as ruas mostrar a indignação contra um governo de Jair Bolsonaro. 

Na manhã desta quarta-feira, a internet amanheceu lotada de postagens no “Twitter” referente ao Governo Federal. Isso ocorreu devido à umas das primeiras decisões divulgadas por Jair Bolsonaro, a fusão do Ministério de Agricultura com o Meio Ambiente. 

Além disso, a decisão para um dos ministros da Casa Civil não agradou nem a oposição e muito menos os próprios eleitores de Jair Bolsonaro. Trata-se de Alberto Fraga, deputado que responde em regime semiaberto a diversos processos de corrupção. A decisão incomodou ambas as partes e fez com que os defensores do presidente se manifestassem publicamente, e dessa forma, fazendo a oposição tirar sarro da escolha do candidato. 

Frases como “Eu avisei”, “Ele mesmo disse” ou “Isso estava no plano dele de governo” foram divulgadas e através disso, a ridicularizarão dos eleitores de Bolsonaro se fez presente nas redes sociais. Por outro lado, há quem defenda o governo e espera que Jair tenha um bom mandato, já quem estudou, sabe muito bem que tudo isso não passa de uma ilusão e tem total ciência do que está por vir.

O governo Bolsonaro

No último domingo (28), os eleitores brasileiros foram às urnas para escolher o próximo presidente do Brasil no segundo turno das eleições. Depois de uma campanha conturbada, marcada por inúmeras notícias falsas e um ataque à faca, o candidato Jair Bolsonaro foi eleito com 55,1% dos votos válidos, apesar das propostas e discursos polêmicos. 

O novo presidente do Brasil terá muitos desafios ao longo dos quatro anos em que estará no cargo. Mesmo antes de Bolsonaro assumir, relatos de seus seguidores propagando discurso de ódio tomam conta das redes sociais. O vídeo mais recente sobre o assunto foi divulgado no começo dessa semana, um homem gravou um vídeo enquanto dirigia e fazia ameaças de morte. Após ser identificado, foi demitido e suspenso da universidade em que cursava Direito. É importante que o presidente eleito se pronuncie sobre as ameaças e os casos de violência (como a morte do mestre de capoeira na Bahia, Moa do Katendê, comprovadamente motivada por questões políticas), para além de “não tenho controle sobre milhões de pessoas que me apoiam.” 

Algumas propostas do plano de governo do presidente eleito são preocupantes e devem ser revisadas. Transferir o ensino fundamental para plataformas de ensino a distância para combater o “marxismo” exclui uma das principais funções da escola na formação das crianças, aprender a conviver e se relacionar com outras pessoas fora da família. A segurança pública deve ser estudada com cautela e a proposta da revogação do Estatuto do Desarmamento precisa ser revista.

Três dias após sua eleição, Bolsonaro anunciou a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e a criação do novo ministério da Economia com a união das pastas da Fazenda, do Planejamento e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Nomeou Alberto Fraga, condenado por pedir propina a cooperativas de transporte, apesar de dizer ser "contra a corrupção".

Mesmo com a divulgação de seus discursos machistas, racistas e preconceituosos, o candidato do PSL foi eleito e precisará governar para todos, incluindo os grupos da população que ofendeu. Movimentos de oposição já estão sendo formados e Bolsonaro terá que dialogar com todos os grupos e suas reivindicações.

O que esperar do governo de Jair Bolsonaro?

Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil no último domingo (28). Bolsonaro foi eleito com 55,13% de votos válidos e começa a comandar o país no dia 1º de janeiro. Mas o que esperar de um governo que teve bastante polêmicas durante sua campanha? Das propostas e promessas de Bolsonaro, as que mais chamaram atenção dos eleitores foram segurança e o combate à corrupção. O Brasil estava envolvido na Operação Lava Jato, na qual milhares de políticos foram presos por corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, foi pego na Operação e está preso.

Jair Bolsonaro teve uma campanha marcada por polêmicas. O presidente eleito sofreu um atentado durante uma campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. Ele foi vítima de um ataque a faca. O candidato do PSL chegou a ficar internado e não pode participar dos debates, o que causou incomodo em Fernando Haddad (PT), candidato derrotado, e em boa parte da população. Além disso, Bolsonaro demonstrou ter bastante simpatia pela ditadura militar no Brasil e defendeu as práticas de tortura por aquele regime. Nas redes sociais, diversos vídeos com falas de Jair Bolsonaro sendo machista, homofóbico e racista circularam durante sua campanha. Em um deles, o presidente eleito afirma que vai “fuzilar petralhada do Acre”. Após as polêmicas de Jair, campanhas como #EleNão foram comuns na internet. 

Apesar do discurso de ódio que Jair Bolsonaro tem, ele preza pelos valores familiares. O presidente eleito também pretende combater a corrupção e melhorar a segurança do Brasil. Para isso, ele deseja que a maioridade penal seja reduzida, pretende acabar com a saída temporária de presos e progressão de pena, liberar o porte de armas de fogo e acabar com audiências de custódia. Mesmo sendo do desejo de Bolsonaro, todas essas medidas precisam ser aprovadas no Congresso Nacional. Jair também pretende diminuir a pobreza do País e ajudar os trabalhadores.

Independente se seu candidato foi eleito ou não, o que resta agora é esperar e torcer para que Jair Bolsonaro faça um bom governo. Em um País democrático, o resultado das urnas é o que vale e só nos resta aceitar. O respeito é fundamental. Acredito que o maior problema não é Jair Bolsonaro, e sim o seu discurso de ódio que fez com que as pessoas não respeitassem mais o próximo. Espero que  o presidente eleito não seja metade do que demonstrou ser e que seu governo seja bom para todos os brasileiros. Caso não nos ajude, que pelo menos não nos prejudique.

Resultado das eleições: E agora? O que esperar do governo federal?



Por vários meses, discussões a cerca dos candidatos a presidência tomaram conta das redes sociais, cenário normal visto que se refere ao futuro presidente do país. Neste domingo, 28, Jair Bolsonaro foi eleito presidente. Mas o que esperar do governo federal agora?

Sendo você contra ou a favor do Bolsonaro pare pra pensar: como estavam suas redes sociais antes e durante o período eleitoral? Algo me diz que a qualquer hora do dia era possível encontrar algum post a respeito do recém-eleito presidente, e nos comentários, discussões acaloradas contra ou a favor do mesmo. Discussões essas que geraram conflitos entre conhecidos, amigos e parentes.

Se antes do primeiro turno das eleições havia discussões, isso não mudou após seus resultados, o que ocorreu foi uma polarização. Se você não apoiasse o presidente eleito, automaticamente era pensado que você era a favor do PT e vice-versa. A ideia de não ser a favor de nenhum deles era quase inaceitável. Criou-se um extremismo em relação a um candidato e outro.

Se antes dos resultados finais das eleições havia discussões, algo é certo, as discussões entre as pessoas não irão acabar. O problema maior são os tipos de pessoas (machistas, preconceituosas e a favor da violência) que apoiam Bolsonaro e no que elas se acharão no direito de fazer com a eleição deste individuo. Se antes já o defendiam com unhas e dentes, imagina agora.

Sua carreira política pode ser descrita como no mínimo polêmica, em quase trinta anos como deputado federal, Bolsonaro só teve dois projetos aprovados. Isso sem comentar os vários momentos de atitudes e falas machistas, homofóbicas e racistas. Pensando nisso acho que dá para se ter uma pequena noção do que estar por vir. As pessoas são imprevisíveis, portanto é difícil imaginar o que se pode esperar do Bolsonaro e seus eleitores nos próximos quatro anos.

Seja lá o que nos espera durante o mandato do recém-eleito presidente, caso não aconteça alguma coisa que o tire do poder, então só nos resta esperar e ter esperança que se ele não fizer algo de bom para os brasileiros, então que ao menos não nos prejudique.

Fonte: Rede Brasil Atual, Estadão

O que esperar do novo governo federal?


No último domingo (28), Jair Messias Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil com mais de 57 milhões de votos, o que representa 55% do total da população do país. O capitão reformado e deputado federal é membro do PSL, o Partido Social Liberal, ao qual se filiou meses antes do início oficial da campanha eleitoral de 2018.


Bolsonaro derrotou Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo que buscava a quinta vitória consecutiva do PT em uma eleição para a Presidência da República.

A vitória de Bolsonaro, e os resultados na eleição para governador em São Paulo, Minas e Rio, confirmam uma onda de extrema direita que já havia sido registrada no primeiro turno da eleição, com mudanças significativas no Congresso Nacional.

Por mais que Bolsonaro represente para a maioria a figura de um “herói” que veio para acabar com a corrupção do país, para uma outra grande parte da população representa a violência, a ditadura, nos fazendo relembrar o golpe militar de 1964.

O futuro representante do país, em suas colocações infelizes, incita o ódio as minorias, que já tanto sofrem por ser quem são. Usa frases que remetem ao fascismo, como nacionalismo exacerbado, militarismo, obsessão por segurança e desprezo pelos direitos humanos. Além disso, possui um programa de governo que faltam detalhes e com muitas declarações desencontradas entre ele e seus apoiadores. Isso faz com que haja um grande ato de resistência a sua vitória.

Pelas propostas serem muito discrepantes as dos políticos do PT, sabemos que podemos esperar um governo diferente. E por mais difícil que possa ser, e que muitos tenham medo e não tenham nenhuma esperança, seguimos resistindo.

Resultado das eleições: e agora? O que esperar do governo federal?

A eleição de 2018 pode ser considerada a eleição mais importante após a redemocratização do país. Depois de mais de três décadas, o Brasil teve a eleição mais polarizada da história. O país ficou dividido em dois lados: o anti-petismo e o anti-fascismo. 

O sentimento de anti-petismo explodiu após as eleições de 2014, quando Dilma Rousseff foi eleita. Com isso, a população que em grande parte já estava insatisfeita com o governo de 12 anos de PT começou a expor esse sentimento. Houve passeata, manifestações e protesto que foram enfraquecendo o governo. Isso tudo aliado aos escândalos de corrupção resultaram no impeachment da presidenta. 

O então candidato à presidência, Jair Bolsonaro, foi o candidato escolhido para contrapor ao PT nas eleições. Por outro lado, trouxe consigo algumas características que remetem ao fascismo: nacionalismo exacerbado, militarismo, obsessão por segurança e desprezo pelos direitos humanos. Com isso, gerou em uma boa parte da população o sentimento de anti-fascismo. 

Dessa forma, diante desses dois candidatos, o 2º turno foi entre os eleitores que não queriam votar no PT e os eleitores que não queriam votar no “candidato fascista”. No domingo, dia 28 de outubro, em uma eleição ainda democrática, o país elegeu Jair Bolsonaro como presidente da República, que assumirá o mandato em Janeiro de 2019. 

Num país de 147 milhões de eleitores, o futuro presidente foi eleito com apenas 57 milhões de votos, o que corresponde a 39%; e o candidato do PT somou 46 milhões de votos, cerca de 31%. Isso significa que 61% da população não votou e/ou não aprovou o presidente eleito. Alguns se silenciaram, outros lavaram as mãos… mas muitos se opuseram ao candidato. E esses continuarão a oposição nas ruas. Esses serão a resistência.

Cenário atual político

Após sucessivos anos de desordem na política do Brasil, o ano de 2019 vai chegar repleto de dúvidas. Depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff e da prisão do ex-presidente Lula, os olhos dos cidadãos se voltam mais uma vez para o cenário político. 

O segundo turno para presidência, que ocorreu no último domingo 28/10, deixou a população dividida entre anti-petistas e anti-fascista. Ao invés de defenderem seu candidato baseando-se em suas propostas, propagaram ódio pelo adversário. 

É válido ressaltar que isso não aconteceu apenas de um lado. Quem saiu como vitorioso foi o candidato Jair Bolsonaro, que possui propostas completamente diferentes de adversário Fernando Haddad. Isso levou a divisão extrema da população. 

Para a esquerda, essa vitória foi um retrocesso na história, visto que, a direita é concentrada por conservadores, democratas-cristãos e nacionalistas. É fato que a gestão atual será completamente diferente da anterior porque foi devido ao vácuo criado pela repressão do regime militar que o Partido dos Trabalhadores nasceu. E o choque será maior porque foram 13 anos ininterruptos no poder. E agora, que as propostas são completamente diferentes, o povo permanece apreensivo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Feminicídio como uma questão de comunicação


A maioria das mulheres não compreendem o que significa feminicídio. A palavra se refere a assassinato e perseguição de uma ou várias mulheres por questão de gênero. Única e exclusivamente por serem mulheres. Mas é válido ressaltar que o termo não deve ser generalizado. Nem toda mulher que é assassinada é vítima de um  feminicídio.
O Brasil é um dos países com mais casos de feminicídio no mundo, ocupando a quinta posição. Talvez o problema seja na falta de comunicação. Há, ainda, muitas mulheres que desconhecem seus direitos. São maltratadas e vivem caladas, com medo. Sendo subordinadas ao companheiro. Grande parte delas são mortas dentro da própria casa, o que torna o cenário ainda pior.     
A mulher que se sentir ameaçada deve imediatamente entrar em contato com qualquer delegacia para registrar um boletim de ocorrência. O contato pode ser feito por telefone, discando apenas o número 180 ou indo na delegacia mais perto de sua residência. Algumas mulheres se sentem constrangidas e vulneráveis para ir até a delegacia, então ligar torna-se a melhor alternativa.
Caso um familiar, amigo, vizinho ou até mesmo desconhecido presencie um ato de feminicídio deve instantaneamente entrar em contato com a polícia e notificar. Quando alguém faz isso está salvando uma vida e fazendo o que, talvez, outra pessoa não seja capaz de fazer. Um grito poder ser um pedido de ajuda. Logo após do boletim de ocorrência, a mulher tem direito a segurança. O agressor é obrigado a se manter longe dela, mas caso ela entre com uma medida protetiva sob a Lei Maria da Penha.

http://www.unifesp.br/eventos-anteriores/item/2589-brasil-e-o-5-pais-que-mais-mata-mulheres

Feminicídio: Os dados de perda da liberdade feminina


A agressão contra mulher ainda é um assunto recorrente em pleno século XXI. Apesar da sociedade ter progredido bastante ao longo dos anos e as mulheres estarem sempre conquistando seus direitos e cada vez mais espaços na sociedade, a hostilidade contra mulheres continuam rondando a sociedade e trazendo à tona todos os medos que elas sentem com relação ao que o homem pode fazer na sua presença.

Segundo o último levantamento quantitativo do Mapa da Violência, em 2015, o Brasil ocupa o 5° lugar com o maior número de homicídios contra as mulheres, pelo motivo de apenas serem mulheres, chamado de feminicídio. Por conta dos números alarmantes na pesquisa, surgiu em 9 de março de 2015 a Lei n°13.104, conhecida como a Lei do feminicídio, tornando todo o feminicídio um homicídio qualificado e na lista de crimes hediondos, aqueles que na visão da lei são compreendidos com a maior reprovação para o Estado, instituindo penas mais altas, ou seja, para um homicídio simples, que é o ato de matar, a pena varia de 6 a 20 anos. Enquanto para o feminicídio, entre 12 e 30 anos.

Os dados são tão relevantes que até a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2017, registrou cerca de 4.600 casos, revelando que 12 a 13 mulheres são mortas todos os dias no Brasil. A Lei, promulgada pela presidente Dilma Rousseff, não é classificada para todas os assassinatos de mulheres, há circunstâncias que a classificam, como a degradação das partes dos seios e íntimas femininas. O feminicídio é um qualificador do crime hediondo contra elas.

Os casos de morte são os resultados trágicos de uma série de fatores psicológicos e sociais que as mulheres sofrem diariamente dos parentes mais próximos, em sua maioria maridos ou namorados. Apesar das leis que protegem as mulheres, como a Lei Maria da Penha, as tragédias continuam recorrentes. Por isso a prevenção é a parte mais importante para evitar o pior. O Estado disponibiliza gratuitamente o canal telefônico de denúncias, o 180, e um endereço de e-mail para a prevenção de futuros atos prejudiciais a mulheres, o ligue180@spm.gov.br.

Fonte://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2015/MapaViolencia_2015_mulheres.pdf
https://nacoesunidas.org/onu-feminicidio-brasil-quinto-maior-mundo-diretrizes-nacionais-buscam-solucao/

A taxa de feminicidio no Brasil é a quinta maior do mundo


Segundo a ONU, em 2016 o Brasil atingiu a marca de quinto pais no mundo com o maior índice de feminicídio e tanto a própria ONU quanto o governo Brasileiro estudam formas para frear esses números alarmantes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou em seus dados que o ato é cometido em grande maioria por familiares (50,3%) ou parceiros/ex-parceiros (33,2%) e a taxa de feminicídio no pais é de 4,8 a cada 100 mil mulheres, além do número ter aumentado de 2003 até 2013. Entretanto o racismo também está presente nessa situação, já que ouve aumento de 54% na vitimização de mulheres negras, um fato absurdo pois com o crescimento da globalização e o dos direitos das mulheres.

Em 2015, com a Lei 13.140, o feminicídio passou a constar no Código Penal como circunstância qualificadora do crime de homicídio. A regra também incluiu os assassinatos motivados pela condição de gênero da vítima no rol dos crimes hediondos, o que aumenta a pena de um terço (1/3) até a metade da imputada ao autor do crime. Para definir a motivação, considera-se que o crime deve envolver violência doméstica e familiar e menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Os desafios para erradicar tais atos são enormes e precisam começar de algum lugar, sendo assim a conscientização e educação da população são de suma importância numa sociedade em que o machismo e a misoginia são fundantes e estruturantes das nossas relações e experiências, a violência contra a mulher é algo naturalizado no cotidiano, além do amparo as vítimas e suas famílias também não pode ser deixado de lado, sendo preciso investir no apoio psicológico e social. 


Fontes:
https://nacoesunidas.org/onu-feminicidio-brasil-quinto-maior-mundo-diretrizes-nacionais-buscam-solucao/
http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2017-08/taxa-de-feminicidios-no-brasil-e-quinta-maior-do-mundo
https://br.blastingnews.com/sociedade-opiniao/2017/01/feminicidio-10-paises-com-maior-taxa-de-violencia-contra-a-mulher-001427789.html
https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/atualidades-vestibular/entenda-a-lei-do-feminicidio-e-por-que-e-importante/
https://www.brasildefato.com.br/2017/11/25/4-passos-para-combater-prevenir-e-erradicar-o-feminicidio/

O medo de ser mulher

O feminicídio é um terno usado para qualificar assassinatos de mulheres em razão do gênero, significando quando a vítima é morta por ser mulher. No ambiente nacional, a Lei do Feminicídio está em vigor desde 2015, mas o Brasil é o quinto país do mundo com maior número de mortes por gênero feminino. Exemplificando que a norma feita para proteger parte da população, não tem vigor nenhum perante a sociedade. 

O número se assola ainda mais com os dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que em 2017 tiveram 4.600 casos de feminicídio no Brasil. Neste ano, inúmeras reportagens em diferentes capitais mostraram que os casos ainda estão presentes na sociedade, como no estado do Pará que teve 39 casos até o mês de outubro. 

Os casos mais notórios são de ex-companheiros que atacam as mulheres por não aceitarem o término de um relacionamento, deixando claro que a sociedade é construída pelo machismo, o qual observa a mulher como ser inferior e incapaz de estar em um nível superior ao do homem. Este pensamento arcaico permeia ao longo do tempo enraizado em cada geração, articulando o problema junto da criação e da educação. 

De vital importância a conscientização da sociedade que observa o feminicídio como algo naturalizado no cotidiano e para romper com esta mentalidade é preciso desengatar o antifeminismo, que deixam as vítimas sem apoio, dando abertura para as estáticas só aumentem. 

Fonte: https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/entretenimento/2018/08/21/o-que-e-feminicidio-entenda-a-definicao-do-crime-que-mata-mulheres.htm

Feminicídio: como refrear a violência contra o gênero feminino?


O feminicídio é a expressão fatal das diversas violências que podem atingir as mulheres em sociedades marcadas pela desigualdade de poder entre os gêneros masculino e feminino e por construções históricas, culturais, econômicas, políticas e sociais discriminatórias. Atualmente, vivenciamos um período em que muitos casos de feminicídio estão vindo à tona. Casos esses que sempre ocorreram em nossa sociedade, mas que hoje ganham uma maior atenção devido ao empoderamento feminino que, felizmente só cresce.

Inúmeras mulheres são assediadas nas ruas diariamente. O que pode começar com uma “simples” cantada na rua ou até mesmo um olhar constrangedor, e terminar em estupro ou morte. As situações se tornam tão naturais, que toda mulher que já passou por alguma situação dessas, é capaz de incrementar as estatísticas. 

Segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), 67% dos casos de violência entre as mulheres são cometidos por parentes próximos ou conhecidos das famílias; 70% das vítimas de estupro são crianças e adolescentes e apenas 10% dos estupros são notificados. Isso mostra que definitivamente, precisamos falar sobre violência sexual contra as mulheres.

Existem leis de proteção a mulher, mas que muitas vezes acabam não sendo eficazes pelo medo que a mesma tem de fazer a denúncia. E assim muitos homens acabam não sendo punidos. Por isso, é de extrema importância que as mulheres se apoiem muito mais, que se unam, que deem força umas a outras a sempre denunciar e não permitir que isso sempre aconteça.

Brasil, o país do Feminicídio

Sancionada em março de 2015, a lei do Feminicídio qualifica o assassinato quando a mulher é morta “simplesmente” por ser mulher. A criação dessa lei - classificada como crime hediondo, com pena mais alta - representa um avanço no combate a um problema tão grave que piora a cada ano. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas, o Brasil está em 5º no raking dos países que mais matam mulheres – fica atrás de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia. Outra estatística alarmante e triste: de acordo com levantamento feito pelo G1, uma mulher é assassinada no Brasil a cada duas horas. A maioria dos assassinatos é motivado pela separação.

Essa lei, no entanto, não indica que toda mulher assassinada é vítima de Feminicídio. Para ser considerado como tal, o crime deve conter violência doméstica ou discriminação à condição de mulher, com a vítima tendo sido dominada ou humilhada.

Mas como combater o Feminicídio? O primeiro passo é conscientizar a população da gravidade desse crime e o papel que a mulher tem na sociedade. Ademais, muitas mulheres não denunciam a violência que sofrem por medo de serem ridicularizadas e expostas, dando abertura para que aquela violência se torne cada vez pior. É fundamental que a vítima seja respeitada e protegida. O papel da mídia, como formadora de opinião, também é importante.

A mulher é tratada com inferioridade desde os primórdios, com estereótipos dos mais variados. Hoje em dia, contudo, a mulher assumiu uma função de destaque, igualando ou, na maioria das vezes, superando o gênero masculino. O movimento feminista sempre se fez presente na sociedade e ganhou mais apelo a partir do momento em que as mulheres entenderam a força que têm no cotidiano, lutando pelos seus ideais.

Feminicídio: origens e soluções


Antes de falarmos propriamente sobre o feminicídio, precisamos compreender o significado da palavra: A palavra foi difundida na década de 1970, pela socióloga sul-africana Diana E.H. Russell (“femicide”, em inglês). Com esse novo conceito, ela contestou a neutralidade presente na expressão “homicídio”, que contribuiria para manter invisível a vulnerabilidade experimentada pelo sexo feminino em todo o mundo.

O conceito foi inicialmente formulado para conter as diferentes modalidades de violência que representam risco de morte imediata ou potencial para elas.

Existem exemplos de feminicídio que são escamoteados por questões culturais, sobretudo no mundo árabe, como o apedrejamento de mulheres por “adultério”, pagamento de dote, que muitas vezes se transforma em vendas de mulheres, mutilações genitais e os crimes “em defesa da honra”.

O feminicídio é um fenômeno global, no qual devido a uma soma de fatores diversos, mulheres são mortas por questões relacionadas ao gênero, em função da cultura local, ou simplesmente pelo machismo.

Falando do Brasil, especificamente, ocupamos a incômoda 5ª posição no ranking mundial de feminícidio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Nosso país perde apenas para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia em homicídios às mulheres.

De acordo com o Mapa da Violência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o número de mulheres assassinadas no Brasil aumentou consideravelmente: em 2003; foram 3937, já em 2013 esse número passou para 4762 mortes.

No Brasil até o século XIX, existia uma lei onde era lícito ao homem matar a esposa se flagrasse ela no ato do adultério, pelo argumento de “defesa da honra”.

Já até a metade do século XX os maridos que matavam as suas esposas se enquadravam em crimes passionais, que juridicamente, são punidos com penas mais brandas.

A partir de 2015, o Brasil alterou o Código Penal Brasileiro, e incluiu a lei 13.104, que especifica o feminicídio como um homicídio por razões de gênero. Este crime tem punição mais severa, de até 12 anos de prisão.

Ainda segundo o Mapa da Violência, a maioria dos assassinatos foram cometidos pelos maridos e namorados das vítimas, então como modificar este cenário preocupante.

É preciso reeducar nossos meninos, para que eles não objetifiquem ou “coisifiquem” a mulher, e que entendam que os corpos delas pertencem a elas, e que o modo como se vestem não significa nenhum tipo de “convite”.

A cultura do estupro é presente na publicidade, nas músicas, e dão a entender que o homem tem poder sobre a mulher, em pleno século XXI ainda temos pessoas que tratam este tema como “mimimi” ou vitimismo.

Penas severas são importantes? Sim, sem dúvidas, mas é preciso um esforço na educação, fazer com que as próximas gerações entendam que não há diferenças entre os gêneros, que é preciso respeito a diversidade, e que nossos corpos pertencem somente a nós mesmos.

Fontes:
Conselho Nacional de Justiça

Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

O feminicídio sem fim no Brasil


No Brasil, o feminicídio ainda é algo que reflete bem a realidade do país. Desde a década de 90, a violência contra o gênero feminino é um problema social que só aumenta. Segundo pesquisas, o Brasil é o 5° país com as maiores taxas de homicídio feminino entre 84 nações, no qual quatro mulheres em 100 mil são assassinadas.

É comprovado que este tipo de violência contra o gênero feminino, causa diversos problemas tanto para as vítimas, como também para muitos ao seu redor. Desde problemas físicos e psíquicos às mulheres, mas aos seus filhos e familiares que vivem em uma vida conjunta.  Além destes fatores, não se pode esquecer que este grave problema é uma alta violação aos direitos humanos.

Para compreender o problema e entender também suas causas, muito se deve ao fato do passado histórico patriarcal, no qual delegava aos homens o direito de poder sobre as mulheres, entre esses direitos, o uso da violência. Dessa maneira, a lógica patriarcal era de que o uso da violência sobre o gênero feminino era algo de direito e que legitimava a dominação do sexo masculino.

Com o passar dos anos, este problema conseguiu ser diminuído, com a criação de leis, como por exemplo, a mais recente brasileira, Lei Maria da Penha, criada em 2006 com o intuito de proteger as mulheres do país. Porém, mesmo com os projetos sociais buscando a proteção, a violência contra o gênero feminino continua existindo, e em certos casos crescendo bastante.

Muito se estuda as maneiras possíveis para refrear este problema. É um caso não só social, mas também de saúde pública. A vida de um ser humano está em risco pelo simples fato de ainda existir um gênero que se acha dominante, devido à resquícios de um passado obscuro. A educação dentro das casas, e o sustento de uma ideologia machista que  ainda é presente em boa parte da sociedade, faz com que o feminicídio continue existindo e sem um fim.

Da mesma forma que a escravidão, mesmo proibida, ainda possui reflexos na sociedade atual, a violência contra o gênero feminino vai pelo mesmo caminho. Serão necessários anos e anos de conscientização para que a humanidade entenda que a violência feminina deve ser totalmente abominada e nunca é uma opção, pelo contrário, é crime contra a vida.  

Referências:


Feminicídio: Como Refrear a violência contra o gênero feminino?


Pare para pensar, com que frequência você vê o feminicídio sendo altamente discutido por aí, em algum momento que não após uma mulher morrer de forma terrível? Esse crime ocorre, com frequência e, no entanto, não é tão comentado quanto deveria. Em agosto desse ano, o Ministério de Direitos Humanos (MDH) divulgou o número de feminicídios, de janeiro a julho desse ano. O registro foi de 27 mortes e 547 tentativas. No Pará 39 casos de feminicídio foram registrados, em São Paulo o número dobrou em relação ao ano passado.

“Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”, em algum momento da sua vida você com certeza já ouviu essa frase. Em certas ocasiões, é dita quase como se fosse uma regra. Essa expressão acabou se tornando parte da nossa sociedade a morte da advogada Tatiane Spitzner, cuja agressão foi até mesmo registrada por câmeras de segurança, pode ser um exemplo de como a cultura de não se meter em brigas de casais pode resultar em uma fatalidade.

A intervenção de outras pessoas não é a única forma de ajudar a prevenir esse tipo de crime, mulheres vítimas de qualquer tipo de agressão precisam denunciar seu agressor. É comum que não haja denuncias por medo, por exemplo. Portanto é importante que haja profissionais capazes de atender mulheres vítimas de qualquer tipo de agressão e que a mulher saiba que não ficará desamparada.

Como outra forma de prevenção, é importante conscientizar e educar as pessoas sobre esse tipo de crime. Não ter medo de abordar esse tema em sala de aula de forma que os jovens saibam que isso ocorre.

A Lei Maria da Penha que serve como mecanismo para reprimir qualquer tipo de violência doméstica e familiar contra a mulher. A Lei do Feminicídio, que trata exclusivamente de mulheres que foram assassinadas por serem do sexo feminino, compõe o cenário de prevenção a esse tipo de crime.

Saber que o criminoso não ficará impune também é de suma importância, pois ter o conhecimento que algum tipo de justiça será feita dará um conforto maior não só para as vítimas, mas para todas as mulheres.