Em meio à acirrada disputa à Presidência da República que está acontecendo em nosso país, acabamos vivenciando um momento de “guerra” entre os eleitores de Jair Bolsonaro versus os eleitores de Fernando Haddad. Devido a isso, muitas manifestações aconteceram antes do 1° turno e continuam acontecendo em prol de cada candidato. Manifestações essas que acabam, de alguma forma, influenciando no resultado dessa eleição.
Depois das famosas passeatas #EleNão, contra o candidato Bolsonaro, uma matéria da Gazeta do Povo mostrou que a intenção de voto no presidenciável aumentou principalmente entre o público feminino. De acordo com a matéria, segundo uma pesquisa do Ibope, após o fim de semana das manifestações contra e a favor de Bolsonaro, o presidenciável ganhou seis pontos percentuais entre as eleitoras (de 18% para 24%). Já na pesquisa do Datafolha, foram mais seis pontos (de 21% para 27%) entre o público feminino.
Portanto, fica o questionamento: essas passeatas teriam sido um tiro pela culatra? Alguns analistas políticos argumentam que sim. Os movimentos, apesar de contarem com grande número de pessoas, não ajudaram a alterar o voto em Bolsonaro. Também pesou contra essas manifestações a percepção de que estariam ligadas à esquerda e aos candidatos de polo oposto ao de Bolsonaro, o que pode ter ajudado na decisão de grupos anti-esquerda e anti-PT a votarem no candidato no 1° turno.
Da mesma forma que uma manifestação contra o candidato pode influenciar os votos tanto de forma positiva quanto negativa, as manifestações a favor também acabam influenciando, principalmente os que estão indecisos a respeito de sua escolha. Quando um indivíduo vê um ato grande de apoio a um candidato, é natural que veja quais são seus pontos positivos e o porquê de tantas pessoas o escolherem como representante.
As manifestações podem influenciar sim nas decisões de voto, tanto de maneira positiva quanto negativa e são de suma importância para demonstrar nossa opinião e exercer nossa democracia.