quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A RESISTÊNCIA NÃO PODE PARAR


Os assassinatos de mulheres por contextos discriminatórios só aumenta a cada dia. O feminicídio é a expressão fatal das diversas violências que podem atingir as mulheres por motivos de desigualdade de poder entre os gêneros masculino e feminino e por construções ideológicas, culturais, econômicas, políticas e sociais discriminatórias.

De acordo com o Mapa da Violência de 2015, último levantamento quantitativo nacional sobre o assunto, o Brasil é considerado o 5º país do mundo com maior número de feminicídios. Segundo dados divulgados pela Organização das Nações (ONU), só em 2017, foram 4.600 casos, ou seja, entre 12 e 13 mulheres são mortas todos os dias.

Os casos mais frequentes de feminicídios são com ex ou atuais parceiros amorosos, muitas vezes por motivos de ciúme ou não-aceitação. Muitas mulheres utilizam o silêncio como forma de proteção, mas isso não é apontado como um caminho seguro. É importante enfatizar que a violência contra esposas/mulheres, em 92% dos casos, o assassinato por violência doméstica pode ser iminente.

Além de punir os agressores e conscientizar a população, a Lei do Feminicídio existe para tornar esse problema ainda mais visível e mostrar para as mulheres a importância da denúncia. Em vista do crescimento dos números de pessoas do sexo feminino assassinadas, é importante criar campanhas nos meios de comunicação, para reforçar ainda mais a mensagem da lei e apoiar fundações responsáveis por acolher quem sofre ou conhece alguém que passa por esse tipo de violência. O tempo em que mulheres precisavam atender as expectativas dos homens já passou, agora, de tênis ou salto, elas trilham o caminho que quiserem.

FONTE: DOSSIÊ-VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES; Notícias UOL;