Os assassinatos de mulheres por
contextos discriminatórios só aumenta a cada dia. O feminicídio é a expressão
fatal das diversas violências que podem atingir as mulheres por motivos de desigualdade
de poder entre os gêneros masculino e feminino e por construções ideológicas,
culturais, econômicas, políticas e sociais discriminatórias.
De acordo com o Mapa da Violência
de 2015, último levantamento quantitativo nacional sobre o assunto, o Brasil é
considerado o 5º país do mundo com maior número de feminicídios. Segundo dados
divulgados pela Organização das Nações (ONU), só em 2017, foram 4.600 casos, ou
seja, entre 12 e 13 mulheres são mortas todos os dias.
Os casos mais frequentes de
feminicídios são com ex ou atuais parceiros amorosos, muitas vezes por motivos
de ciúme ou não-aceitação. Muitas mulheres utilizam o silêncio como forma de
proteção, mas isso não é apontado como um caminho seguro. É importante
enfatizar que a violência contra esposas/mulheres, em 92% dos casos, o assassinato
por violência doméstica pode ser iminente.
Além de punir os agressores e
conscientizar a população, a Lei do Feminicídio existe para tornar esse
problema ainda mais visível e mostrar para as mulheres a importância da denúncia.
Em vista do crescimento dos números de pessoas do sexo feminino assassinadas, é
importante criar campanhas nos meios de comunicação, para reforçar ainda mais a
mensagem da lei e apoiar fundações responsáveis por acolher quem sofre ou
conhece alguém que passa por esse tipo de violência. O tempo em que mulheres
precisavam atender as expectativas dos homens já passou, agora, de tênis ou
salto, elas trilham o caminho que quiserem.
FONTE: DOSSIÊ-VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES; Notícias UOL;