No Brasil, o
feminicídio ainda é algo que reflete bem a realidade do país. Desde a década de
90, a violência contra o gênero feminino é um problema social que só aumenta. Segundo
pesquisas, o Brasil é o 5° país com as maiores taxas de homicídio feminino
entre 84 nações, no qual quatro mulheres em 100 mil são assassinadas.
É comprovado
que este tipo de violência contra o gênero feminino, causa diversos problemas
tanto para as vítimas, como também para muitos ao seu redor. Desde problemas
físicos e psíquicos às mulheres, mas aos seus filhos e familiares que vivem em
uma vida conjunta. Além destes fatores,
não se pode esquecer que este grave problema é uma alta violação aos direitos
humanos.
Para
compreender o problema e entender também suas causas, muito se deve ao fato do
passado histórico patriarcal, no qual delegava aos homens o direito de poder sobre
as mulheres, entre esses direitos, o uso da violência. Dessa maneira, a lógica
patriarcal era de que o uso da violência sobre o gênero feminino era algo de
direito e que legitimava a dominação do sexo masculino.
Com o passar
dos anos, este problema conseguiu ser diminuído, com a criação de leis, como
por exemplo, a mais recente brasileira, Lei Maria da Penha, criada em 2006 com o
intuito de proteger as mulheres do país. Porém, mesmo com os projetos sociais
buscando a proteção, a violência contra o gênero feminino continua existindo, e
em certos casos crescendo bastante.
Muito se estuda
as maneiras possíveis para refrear este problema. É um caso não só social, mas
também de saúde pública. A vida de um ser humano está em risco pelo
simples fato de ainda existir um gênero que se acha dominante, devido à resquícios
de um passado obscuro. A educação dentro das casas, e o sustento de uma
ideologia machista que ainda é presente em boa parte da
sociedade, faz com que o feminicídio continue existindo e sem um fim.
Da mesma forma que
a escravidão, mesmo proibida, ainda possui reflexos na sociedade atual, a
violência contra o gênero feminino vai pelo mesmo caminho. Serão necessários anos
e anos de conscientização para que a humanidade entenda que a violência
feminina deve ser totalmente abominada e nunca é uma opção, pelo contrário, é
crime contra a vida.
Referências:
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