quarta-feira, 31 de outubro de 2018

E agora, Brasil?


Em crise, nós como seres humanos dependentes um do outro, reagimos de acordo com a nossa sobrevivência. As eleições de 2018 trouxeram um novo modo de ser político, nesse ano, a escolha era a volta de uma possível ditadura ou a democracia. Foi uma disputa acirrada, extremos se enfrentaram e opiniões escondidas finalmente vieram à tona. Preconceito e intolerância ainda estão em alta, mas agora estamos em momento de repúdio as opiniões, já que a propagação de ódio tornou-se um hábito entre a população.

Violência e mortes foram as principais manchetes desta eleição, sendo verídicas ou não. Na madrugada de 8 de setembro, horas após a votação, Moa do Katendê, de 63 anos, foi morto a facadas em Salvador. Segundo a polícia, Moa teria criticado a campanha do Presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), gerando desentendimento com o suspeito. Após o caso, Bolsonaro e Haddad fizeram apelo contra a violência na campanha. O assassino Paulo Sérgio foi denunciado e virou réu, acusado de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e defesa da vítima. Mesmo com os depoimentos das testemunhas, ele nega que a motivação do crime tenha sido política. Esse é um dos muitos crimes que ocorreram durante as eleições de 2018.

No dia 6 de setembro, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) levou uma facada na região do abdômen quando era carregado nos ombros durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O agressor Adélio Oliveira afirma que agiu por motivos religiosos, de cunho político. O futuro presidente do Brasil ficou 25 dias internado e passou por 2 cirurgias. Impedido de terminar sua campanha, ele reforçou suas postagens nas redes sociais e afirmou que sua candidatura ainda estava firme.

Com 55,1% dos votos, Jair Bolsonaro (PSL) derrotou o candidato Fernando Haddad, 44,9%, e foi eleito o novo presidente do Brasil. Para quem não gostou do resultado das urnas, é importante manter a calma e desejar um bom governo. Mas também é primordial enfatizar que você como cidadão tem o direito de reivindicar, utilizar a paz sempre como prioridade. O discurso de ódio só é silenciado quando é provado que existe outra saída, algo que realmente contribua para a evolução das pessoas.

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