quarta-feira, 17 de outubro de 2018

A pouca influência das manifestações contra Bolsonaro no resultado das eleições

O processo eleitoral de 2018 tem sido marcado por manifestações dentro e fora das redes sociais, sejam a favor ou contra os candidatos à presidência que agora disputam o segundo turno. O grupo “Mulheres Unidas Contra o Fascismo” no Facebook organizou os protestos no dia 29 de setembro e foi a fonte da propagação da hashtag “#elenão”.

Segundo o G1, pessoas de 114 cidades foram às ruas, no Brasil e em outros países aderindo ao movimento formado majoritariamente por mulheres contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro. A estimativa feita pelos organizadores foi de cerca de 100 mil participantes no Largo da Batata, em São Paulo, e 25 mil na Cinelândia, no Rio.

No dia anterior aos atos, Bolsonaro apresentou 28% das intenções de voto na pesquisa Datafolha. Após os protestos, no dia 2 de outubro, o candidato subiu 8 pontos percentuais e, mesmo apresentando a maior rejeição dentre os outros candidatos, chegou ao segundo turno com aproximadamente 46% dos votos válidos. As manifestações tinham o propósito de tentar mudar o voto de algumas pessoas, porém não influenciaram no resultado final do primeiro turno.

A insatisfação com o Partido dos Trabalhadores e o conservadorismo são as forças que promovem Jair Bolsonaro para o topo das pesquisas. A exposição de seus ataques a diversos grupos da sociedade não foi suficiente para desencorajar seus eleitores, os quais utilizam o mesmo discurso do candidato para praticar os atos de violência registrados desde o início do segundo turno.

Um estudo realizado pelo Datafolha mostrou que 6 em cada 10 eleitores de Bolsonaro se informam pelo WhatsApp, dificultando o combate às notícias falsas propagadas diariamente e em massa no aplicativo. Esse processo contribui para a desinformação dos usuários e favorece o candidato.