Segundo o G1,
pessoas de 114 cidades foram às ruas, no Brasil e em outros países aderindo ao
movimento formado majoritariamente por mulheres contra o candidato do PSL, Jair
Bolsonaro. A estimativa feita pelos organizadores foi de cerca de 100 mil participantes
no Largo da Batata, em São Paulo, e 25 mil na Cinelândia, no Rio.
No dia anterior
aos atos, Bolsonaro apresentou 28% das intenções de voto na pesquisa Datafolha.
Após os protestos, no dia 2 de outubro, o candidato subiu 8 pontos percentuais
e, mesmo apresentando a maior rejeição dentre os outros candidatos, chegou ao
segundo turno com aproximadamente 46% dos votos válidos. As manifestações
tinham o propósito de tentar mudar o voto de algumas pessoas, porém não
influenciaram no resultado final do primeiro turno.
A insatisfação
com o Partido dos Trabalhadores e o conservadorismo são as forças que promovem
Jair Bolsonaro para o topo das pesquisas. A exposição de seus ataques a
diversos grupos da sociedade não foi suficiente para desencorajar seus
eleitores, os quais utilizam o mesmo discurso do candidato para praticar os
atos de violência registrados desde o início do segundo turno.
Um estudo realizado
pelo Datafolha mostrou que 6 em cada 10 eleitores de Bolsonaro se informam pelo
WhatsApp, dificultando o combate às notícias falsas propagadas diariamente e em
massa no aplicativo. Esse processo contribui para a desinformação dos usuários
e favorece o candidato.