quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Eleições 2018: peculiaridades nunca antes vistas


Dentro de uma sociedade democrática minimamente organizada, as manifestações são livres, assim como a imprensa e a expressão, dando a elas importância e cobertura midiática.

No final do mês de setembro, um movimento organizado nas redes sociais contra o candidato a presidência Jair Bolsonaro movimentou o noticiário político, com a hashtag #EleNão, as manifestações ocorreram em pelo menos 62 cidades do país, localizadas em 26 estados, e no Distrito Federal. No Rio, o movimento organizado pelas mulheres se reuniu na Cinelândia. Em São Paulo, a concentração ocorreu no Largo da Batata e em Brasília, na Rodoviária do Plano Piloto.

Apesar do repúdio de boa parte do eleitorado feminino ao presidenciável, as pesquisas seguintes demostraram um movimento interessante: Segundo dados do Datafolha, apesar da resistência e de seu público ser majoritariamente masculino, a preferência ao candidato entre as mulheres subiu de 18% para 24%.

Vale ressaltar que a rejeição teve pequena queda na pesquisa em questão, oscilou de 52% para 51%.

Houve também manifestações em favor de Bolsonaro, embora menores, também foram significativas, e tinham como objetivo mostrar a força do candidato.

A questão é: será que essas manifestações têm o poder de mudar o rumo de uma eleição?
Essa eleição apresenta grandes peculiaridades, como o uso em massa das redes sociais, a polarização política e o fato de ser a primeira eleição pós impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Essas peculiaridades fazem este cenário eleitoral impreciso e indeciso, onde as ideias não são discutidas, planos não são debatidos, e ficamos todos em uma ciranda de “ele sim” ou “ele não”, e sem uma noção exata de que tais movimentos, de fato, podem impactar no resultado final. O primeiro turno mostrou que não, tendo em vista que Jair teve uma votação expressiva, é preciso esperar o dia 28 de outubro para entender se tais manifestações vão ter ou não influência na escolha do próximo presidente.

Fontes: 
https://oglobo.globo.com/brasil/manifestantes-fazem-ato-contra-bolsonaro-em-pelo-menos-62-cidades-brasileiras-23113462

https://www.huffpostbrasil.com/2018/10/02/apos-manifestacoes-elenao-bolsonaro-cresce-no-eleitorado-feminino_a_23548442/

datafolha.folha.uol.com.br

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