quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Feminicídio: um mal enraizado na sociedade

O feminicídio é um dos grandes problemas da sociedade. Os anos passam, e o número de assassinatos femininos só cresce. Segundo o Datafolha, 40% das mulheres com mais de 16 anos sofreram assédio dos mais variados tipos em 2016: 20,4 milhões (36%) receberam comentários desrespeitosos ao andar na rua; 5,2 milhões de mulheres foram assediadas fisicamente em transporte público (10,4%) e 2,2 milhões foram agarradas ou beijadas sem o seu consentimento (5%). Adolescentes e jovens de 16 a 24 anos e mulheres negras são as principais vítimas.

Discursos recheados de machismo e que pregam a superioridade do sexo masculino são romantizados para perdurar relacionamentos e o destino, infelizmente, têm sido o aumento do número de mortes e de casos de violência contra as mulheres. As leis brasileiras procuram dar um basta na proliferação do feminicídio. Classificado como homicídio e, hoje em dia definido como um crime hediondo, o ato foi tipificado nos seguintes termos: é o assassinato de uma mulher cometido por razão de estar na condição de sexo feminino, quando o crime envolve violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Não dá para parar por aí. O feminicídio tem que começar a ser tratado com muito destaque importância, desde as bases da sociedade. Por muitas vezes ridicularizado e diminuído por pessoas que insistem em desmerecer lutas nobres. A conscientização tem que começar desde a parte baixa da pirâmide social. Meninas e mulheres precisam se sentir seguras para levar suas vidas. Necessitam poder ingressar em novos ciclos e relacionamentos sem o medo de serem mortas apenas pelo fato de serem do sexo feminino.

As políticas de combate ao feminicídio, infelizmente, resvalam em atos de resistência. Norteadas de preconceito e falta de apoio às vítimas, o número de inquéritos abertos assusta. De 2015 para cá, 555 casos ainda estão para serem apurados, sendo esses 474 denunciados pelo Poder Judiciário. A impunidade reina no Brasil, e a luta diária pelo direito à vida das mulheres se faz cada vez mais necessária. Vidas importam, principalmente a delas. O machismo e o poder de dominação física e psicológica dos homens perante as mulheres não pode continuar impune. Duras punições são sim necessárias, mas a educação e valorização da vida de uma mulher precisa ser um princípio básico no desenvolvimento humano.

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