quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A importância da mobilização popular

  Em setembro deste ano, começaram as movimentações nas redes sociais de “Mulheres contra Bolsonaro” e com o crescimento dos ataques de eleitores do candidato do PSL, o grupo foi ganhando cada vez mais força. As comunidades se multiplicaram e eventos para protestar nas ruas começaram a surgir. O movimento #EleNão, os atos na Cinelândia e as diversas manifestações online tomaram uma proporção enorme e permeavam por vários debates sociais e de várias camadas da população. Segundo o IBOPE, a rejeição do candidato por parte das mulheres chegou a 52% no final de setembro, o que prova que todas essas mobilizações surtiram efeito no resultado das pesquisas e também no posicionamento dos eleitores.

  Ao mesmo tempo em que houve movimentos contra o deputado Jair Bolsonaro, também ocorreram atos a favor do mesmo, assim como também foram realizadas manifestações pró-Haddad e anti-PT. O Brasil contemporâneo lembrou a força das manifestações de 2013, as “Jornadas de Junho”, feitas para contestar os aumentos nas tarifas do transporte público. Ali, o brasileiro conseguiu sentir o mesmo que, lá atrás, as “Diretas Já” (1984) já haviam proporcionado: não se calar diante de qualquer que seja a situação política enfrentada no país.

  Sejam as manifestações de apoio ou de repúdio a um candidato, todas elas acabam influenciando no resultado final das eleições, pois esses movimentos se formam com uma mobilização grande de pessoas. Através das informações transmitidas, conquistam um maior número de adeptos por haver identificação de ideais, viés político, posicionamento econômico-social etc. Com isso, influenciam diretamente a opinião pública de uma sociedade. Ela estabelece uma visão acerca de determinado assunto e, a partir disso, conseguem efetuar mudanças reais – inclusive nas decisões eleitorais. Como exemplo de atos populares que levaram ao resultado estimado por grande parte da população, é possível citar o impeachment de Dilma Rousseff, as Diretas Já e diversos outros movimentos ocorridos no Brasil. 

Fontes: Carta Capital; El País; Gazeta Online

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