No último domingo (28), Jair Messias Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil com mais de 57 milhões de votos, o que representa 55% do total da população do país. O capitão reformado e deputado federal é membro do PSL, o Partido Social Liberal, ao qual se filiou meses antes do início oficial da campanha eleitoral de 2018.
Bolsonaro derrotou Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e
ex-prefeito de São Paulo que buscava a quinta vitória consecutiva do PT em uma
eleição para a Presidência da República.
A vitória de Bolsonaro, e os resultados na eleição para governador
em São Paulo, Minas e Rio, confirmam uma onda de extrema direita que já havia
sido registrada no primeiro turno da eleição, com mudanças significativas no
Congresso Nacional.
Por mais que Bolsonaro represente para a maioria a figura de um
“herói” que veio para acabar com a corrupção do país, para uma outra grande
parte da população representa a violência, a ditadura, nos fazendo relembrar o
golpe militar de 1964.
O futuro representante do país, em suas colocações infelizes, incita o ódio as minorias, que já tanto sofrem por ser quem são. Usa frases que remetem ao fascismo, como nacionalismo exacerbado, militarismo, obsessão por segurança e desprezo pelos direitos humanos. Além disso, possui um programa de governo que faltam detalhes e com muitas declarações desencontradas entre ele e seus apoiadores. Isso faz com que haja um grande ato de resistência a sua vitória.
Pelas propostas serem muito discrepantes as dos políticos do PT, sabemos que podemos esperar um governo diferente. E por mais difícil que possa ser, e que muitos tenham medo e não tenham nenhuma esperança, seguimos resistindo.