No último domingo, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi eleito pela população brasileira como presidente da república. Com mais de 55% dos votos, Bolsonaro está agora no poder. Venceu o candidato que liderou a corrida presidencial desde o início, e será o 38° presidente eleito democraticamente no país. Prevaleceu o desejo da alternância de poder, e de arriscar o novo. Tudo menos a volta do PT ao poder, como ficou claro na última pesquisa Datafolha, que mostrou seu adversário Fernando Haddad com uma taxa de rejeição maior que a sua. Com 55,21% dos votos, ou quase 57 milhões de votos, o capitão da reserva, que assume o figurino da extrema direita no poder, conseguiu ‘fuzilar’ seu adversário nas urnas, e sobreviver aos movimentos de repúdio que seu nome suscitou, como o #Elenão, que levou centenas de milhares às ruas no final de setembro.
Mediante as suas polêmicas, Bolsonaro é um indivíduo que
pode dar certo ou pode dar muito errado. Com discursos de ódio, comentários racistas,
machistas e homofóbicos durante sua carreira na política, é difícil aceitar que
esse presidente possa agradar ao público. Além de não ter projetos de lei que foram aprovados, o candidato traz um certo desconforto perante ao que pode
acontecer ao país nos próximos anos.
Perante a todo esse medo pode-se ainda ter esperança. Seguindo a um discurso icônico do Charles Chaplin,
“O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do
ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os
morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados
dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e
cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas,
precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e
doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido”.
Então, a princípio, um pouco de respeito, mas se for
necessário, iremos á batalha.
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