Feminicídio: Como Refrear a violência contra o gênero feminino?
Pare
para pensar, com que frequência você vê o feminicídio sendo altamente discutido
por aí, em algum momento que não após uma mulher morrer de forma terrível? Esse
crime ocorre, com frequência e, no entanto, não é tão comentado quanto deveria.
Em agosto desse ano, o Ministério de Direitos Humanos (MDH) divulgou o número
de feminicídios, de janeiro a julho desse ano. O registro foi de 27 mortes e
547 tentativas. No Pará 39 casos de feminicídio foram registrados, em São Paulo
o número dobrou em relação ao ano passado.
“Em
briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”, em algum momento da sua vida você
com certeza já ouviu essa frase. Em certas ocasiões, é dita quase como se fosse
uma regra. Essa expressão acabou se tornando parte da nossa sociedade a morte
da advogada Tatiane Spitzner, cuja agressão foi até mesmo registrada
por câmeras de segurança, pode ser um exemplo de como a cultura de não se meter
em brigas de casais pode resultar em uma fatalidade.
A
intervenção de outras pessoas não é a única forma de ajudar a prevenir esse
tipo de crime, mulheres vítimas de qualquer tipo de agressão precisam denunciar
seu agressor. É comum que não haja denuncias por medo, por exemplo. Portanto é
importante que haja profissionais capazes de atender mulheres vítimas de
qualquer tipo de agressão e que a mulher saiba que não ficará desamparada.
Como
outra forma de prevenção, é importante conscientizar e educar as pessoas sobre
esse tipo de crime. Não ter medo de abordar esse tema em sala de aula de forma
que os jovens saibam que isso ocorre.
A
Lei Maria da Penha que serve como mecanismo para reprimir qualquer tipo de violência
doméstica e familiar contra a mulher. A Lei do Feminicídio, que trata
exclusivamente de mulheres que foram assassinadas por serem do sexo feminino, compõe
o cenário de prevenção a esse tipo de crime.
Saber
que o criminoso não ficará impune também é de suma importância, pois ter o conhecimento que algum tipo de justiça será
feita dará um conforto maior não só para as vítimas, mas para todas as
mulheres.
Fontes: Folha de SP, G1, Ministério dos Direitos Humanos