Jair Bolsonaro foi eleito, no último domingo (28), o novo presidente do Brasil. O candidato do Partido Social Liberal (PSL) venceu a disputa com o petista Fernando Haddad por uma margem de 10,26 pontos percentuais (55,13% contra 44,87%). Desde 1991 no cargo de Deputado Federal, Bolsonaro aproveitou os inúmeros erros do Partido dos Trabalhadores (PT) nos últimos anos para crescer nacionalmente. Mesmo com poucos projetos aprovados na câmara – apenas dois de 170 apresentados -, o capitão reformado do Exército é visto como o salvador da pátria (“O Mito”, “Messias”). A `onda Bolsonaro´é tão grande que vários candidatos apoiados por ele – ou que pensam como ele – venceram as disputas em seus respectivos estados.
Ao longo da eleição, vimos uma polarização entre a corrente anti-petista e o petismo. Muitas Fake News, protestos pró e contra, facada em um dos candidatos e, consequentemente, o crescimento do ódio. Algumas falas do então candidato à vice-presidência Hamilton Mourão ajudaram no avanço do temor por um governo autoritário, além do fato de o vencedor da eleição já ter defendido, em várias oportunidades, o golpe militar de 1964 – e, entre outras coisas, declarações racistas e homofóbicas. Outras medidas, como mudanças no Estatuto do Desarmamento, também geram medo.
O futuro é uma incógnita. Apesar de levantar a bandeira contra a corrupção, Bolsonaro trouxe para o seu (futuro) governo pessoas envolvidas em... corrupção! E com a ascensão de uma figura mais radical ao poder, é inevitável não pensar no crescimento do autoritarismo. Resta, no entanto, torcer para que seja um mandato que faça o país crescer. Mesmo não acreditando nisso, é o que temos. A maioria escolheu e é assim que funciona a democracia.
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