quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Os dois lados de uma guerra sem fim

As eleições presidenciais de 2018 tomaram um rumo diferente de tudo que já havia sido visto no Brasil. Com a proliferação das redes sociais, as campanhas foram marcadas pela forte influência dos meios de comunicação digital, e movimentos políticos, de ambos os lados da disputa, ganharam força e viraram papel chave durante o processo eleitoral.


Diante dos inúmeros casos representativos de fascismo vindo do lado de extrema direita, boa parte das minorias, que lutam contra a postura do candidato do PSL Jair Bolsonaro, endossaram o discurso de “#EleNão”, uma luta direta e declarada contra o método opressor do candidato em questão. A manifestação cresceu de uma forma em que diversos lugares do país se pode ver militantes antifascistas, mas em contrapartida, retratou uma polarização de outra grande força existente no país, o anti-petismo. 



Segundo dados do jornal Folha de São Paulo, foram mais de 40 mil pessoas presentes no protesto na capital federal. Em São Paulo, a estimativa foi de 100 mil pessoas, e no Rio de Janeiro, mais precisamente na Cinelândia, aproximadamente 25 mil militantes. Sem optar pelo melhor candidato, mas sim pelo sumiço de uma vertente, os grupos Anti-PT somaram forças e também geraram um grande burburinho, que também se tornou um dos pilares da luta contra a esquerda, representada no segundo turno pelo Partido dos Trabalhadores.



A polarização sempre é prejudicial. Em meio à tanta “rivalidade”, um outro grande problema veio à tona: as fake news. Com o propósito de cada vez mais diminuir as ideias e disseminar inverdades, os grupos de WhatsApp e redes sociais como o Facebook e o Instagram foram invadidas por notícias falsas, que são quebradas com uma simples pesquisa. Mas em um país em que a educação é tão precária, grande parte da população compartilha o que é dito sem o mínimo de cuidado com a veracidade da informação, estimulando ainda mais a “guerra” de acusações e não de propostas concretas para um amadurecimento político.