A disputa presidencial de 2018
chegou no segundo turno com um cenário extremamente polarizado. Pode-se dizer
que a sociedade se dividiu entre antipetista e antifascista – que fez referência
ao ex-deputado Jair Bolsonaro, por ter características correspondentes ao
movimento fascista.
A decisão da presidência contou
com o maior número de abstenções desde 1989, o que mostra uma falta de
identificação com ambos os candidatos do cargo. Apesar disso, Bolsonaro levou a
disputa com 55,1% dos votos, contra
44,9% de Fernando Haddad, candidato do PT.
Com a vitória de Bolsonaro, o que podemos
esperar é um governo ultranacionalista que chega com o discurso de que será um “defensor
da democracia e da liberdade”. Em seu plano de governo, diz que a prioridade das
políticas de direitos humanos será direcionada às vítimas de violência, com a
reforma do Estatuto do Desarmamento, que busca a liberação do porte de armas. Para
a economia, tem uma de suas mais importantes propostas: a privatização ou
extinção de empresas estatais. Além disso, defende a reforma da previdência e
já indicou Paulo Guedes como seu ministro da Economia.
Uma das decisões mais polêmicas
do novo presidente é a fusão do ministério da Agricultura com o Meio Ambiente;
a medida faz com que questões ambientais sejam tratadas a partir dos interesses
ruralistas, o que deixa nas mãos do agronegócio o tópico de preservação
ambiental, por exemplo, e por isso apresenta uma grande ameaça ambiental. Mais
uma polêmica levantada foi a indicação para a secretaria de governo; Jair
Bolsonaro fez convite ao deputado Alberto Fraga, condenado a 4 anos de prisão
em regime semiaberto por corrupção.
Desde a eleição, o candidato do PSL
gera muita discussão a respeito de suas medidas e discursos. Então, o que
podemos esperar é que o novo presidente enfrente uma grande repressão crítica
ao seu governo. E, a partir disso, tente um novo diálogo com toda a população –
para que, assim, haja unificação.
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