quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O verdadeiro medo de uma mulher



Desde de que o mundo é mundo, a mulher vem ocupando uma posição de inferioridade na sociedade. Segundo um balanço realizado pela Política Militar em março deste ano, ​14% dos quase 20 mil chamados registrados pela Polícia Militar se referem a casos de violência contra mulheres. A conta dá 1 agressão a cada 4 minutos durante os dias de carnaval.

Uma em cada três mulheres sofreram algum tipo de ​violência no último ano. Só de agressões físicas o número é alarmante: 503 ​mulheres brasileiras vítimas a cada hora.

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha também em março deste ano mostra que 22% das brasileiras sofreram ofensa verbal no ano passado, um total de 12 milhões de mulheres. Além disso, 8% sofreram ofensa sexual, 4% receberam ameaça com faca ou arma de fogo. E ainda 3% ou 1,4 milhões de mulheres sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento e 1% levou pelo menos um tiro.

Ou seja, isso significa que precisamos falar sobre a questão da violência contra a mulher, e as redes sociais podem ajudar e muito nessa discussão. No mês de abril, o programa ​Big Brother Brasil relatou um episódio degradante para a sociedade brasileira. Um participante agrediu sua companheira de jogo. Durante uma festa, o médico Marcos Harter saiu do controle e perdeu a razão ao passar da discussão para a agressão.

O grande detalhe da história é que Marcos já havia cometido outros atos violentos contra a mesma participante ao longo do programa, mas só foi expulso após uma grande comoção do público, principalmente pelas redes sociais.

Mesmo em uma casa com mais de dez pessoas, foi preciso um movimento de que estava fora do programa para que uma ação fosse tomada. A participante agredida, Emily Araújo, inicialmente não havia entendido a gravidade do problema, inclusive acreditou ser exagerada a atitude da produção em expulsar o médico. Esse é o grande problema; as próprias mulheres ainda não acreditam plenamente em seus direitos.

Isso mostra o quanto ainda precisa-se evoluir em relação a proteção à mulher. A cada dia que passa, novos casos são relatados e as mulheres continuam acuadas. A luta não será fácil, mas ela precisa continuar. As mulheres da próxima geração terão a quem agradecer.


Fontes:
https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/carnaval/2017/noticia/violencia-contra-mulher-representa-14-dos-casos-atendidos-pela-pm-no-carnaval.ghtml

https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/mais-de-500-mulheres-sao-vitimas-de-agressao-fisica-a-cada-hora-no-brasil-aponta-datafolha.ghtml

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