Desde de que o mundo é mundo, a mulher vem ocupando uma
posição de inferioridade na sociedade. Segundo um balanço realizado pela
Política Militar em março deste ano, 14% dos quase 20 mil chamados registrados
pela Polícia Militar se referem a casos de violência contra mulheres. A conta
dá 1 agressão a cada 4 minutos durante os dias de carnaval.
Uma em cada três mulheres sofreram algum tipo de violência
no último ano. Só de agressões físicas o número é alarmante: 503 mulheres
brasileiras vítimas a cada hora.
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha também em março deste
ano mostra que 22% das brasileiras sofreram ofensa verbal no ano passado, um
total de 12 milhões de mulheres. Além disso, 8% sofreram ofensa sexual, 4%
receberam ameaça com faca ou arma de fogo. E ainda 3% ou 1,4 milhões de
mulheres sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento e 1% levou pelo menos
um tiro.
Ou seja, isso significa que precisamos falar sobre a questão
da violência contra a mulher, e as redes sociais podem ajudar e muito nessa
discussão. No mês de abril, o programa Big Brother Brasil relatou um episódio
degradante para a sociedade brasileira. Um participante agrediu sua companheira
de jogo. Durante uma festa, o médico Marcos Harter saiu do controle e perdeu a
razão ao passar da discussão para a agressão.
O grande detalhe da história é que Marcos já havia cometido
outros atos violentos contra a mesma participante ao longo do programa, mas só
foi expulso após uma grande comoção do público, principalmente pelas redes
sociais.
Mesmo em uma casa com mais de dez pessoas, foi preciso um
movimento de que estava fora do programa para que uma ação fosse tomada. A
participante agredida, Emily Araújo, inicialmente não havia entendido a
gravidade do problema, inclusive acreditou ser exagerada a atitude da produção
em expulsar o médico. Esse é o grande problema; as próprias mulheres ainda não acreditam
plenamente em seus direitos.
Isso mostra o quanto ainda precisa-se evoluir em relação a
proteção à mulher. A cada dia que passa, novos casos são relatados e as
mulheres continuam acuadas. A luta não será fácil, mas ela precisa continuar.
As mulheres da próxima geração terão a quem agradecer.
Fontes:
https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/carnaval/2017/noticia/violencia-contra-mulher-representa-14-dos-casos-atendidos-pela-pm-no-carnaval.ghtml
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