quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Feminicídio: Aonde está o problema?


O feminicídio é o crime caracterizado pelo contexto discriminatório contra mulheres, ou seja, é usado para denominar o assassinato de mulheres em decorrência de seu gênero. Em 2017, houve um aumento de 6,5% de homicídios dolosos contra mulheres em relação a 2016, mas somente 964 foram caracterizados como feminicídio.

Há quem tente justificar o crime, ciúmes, infidelidade, briga de casal, mas na verdade não tem justificativa. A nossa cultura prega que o homem tem uma relação de poder sobre a mulher, pois ele é o “provedor”, e o feminicídio é a prova disso.

O mesmo se aplica ao crime de estupro, onde o homem impõe a sua vontade. As pessoas também tentam justificar, colocando a culpa na roupa ou nas circunstâncias, quando na verdade nada disso interfere, pois o homem acredita que tem o poder.

Caracterizar e entender esse tipo de crime é importante para o seu combate, na maioria dos casos o feminicídio ocorre pelos “parceiros” das vítimas, ou por pessoas próximas.

Em entrevista ao G1, o delegado Victor Leite explica como é feita a investigação para diferenciar o feminicídio de um homicídio: “Com as primeiras informações da família, já conseguimos identificar se foi feminicídio, ou seja, se a vítima morreu em decorrência de ser mulher, se mataram por achar que a mulher era inferior, ou se foi motivada por outra hipótese. Por exemplo, se a mulher morreu por fazer parte de alguma organização criminosa ou quadrilha”.

O Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo, esse dado já mostra o nível de intolerância que há dentro da sociedade. O índice de pessoas morrendo em decorrência de gênero é muito grande, mas muito pouco está sendo feito para evitar esses crimes.

Para combater de fato e impedir que se chegue ao feminicídio, é importante olhar para toda a estrutura social do país, pois o problema está ali, e se mexermos em peças especificas, revermos o papel da mulher na sociedade, podemos sim evitar que se chegue ao crime.



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