No último dia 29, milhões de pessoas, na maioria mulheres, se reuniram em manifestação contra o candidato à presidência Jair Bolsonaro. O movimento #EleNão nasceu do grupo do Facebook "Mulheres Unidas Contra Bolsonaro" e após algumas declarações machistas do capitão da reserva do Exército. A onda passou por 114 cidades brasileiras, além de atos em diferentes locais do mundo, como Lisboa, Paris, Londres e Nova York. Apesar do número de participantes ser incerto, acredita-se que tenha sido a maior manifestação de mulheres na história do Brasil.
Mas até que ponto isso influencia os rumos da eleição? A primeira pesquisa de intenções de voto do ibope após as manifestações do #EleNão registrou, para certa surpresa, o crescimento de Jair Bolsonaro entre o eleitorado feminino. De acordo com a pesquisa, o candidato subiu 6 pontos percentuais entre as mulheres - passou dos 18% registrados no dia 24 de setembro para 24%. Apesar disso, a pesquisa apontou que o deputado era o mais rejeitado por esse grupo.
Após a realização da eleição, Bolsonaro venceu os demais com folga. O candidato do PSL teve 49.276.990 de votos, ficando com 46,03% - teve mais de 50% dos votos válidos por 1 hora e 15 minutos durante a apuração. Já Fernando Haddad, rival no 2º turno, registrou 31.342.005 de votos, ou seja, 29,28%. Não se sabe a quantidade de mulheres que votaram em Bolsonaro, mas a tendência é que tenha sido um número considerável, já que elas representam 52,5% do eleitorado nesta eleição.
Gostando ou não dele, o fenômeno Bolsonaro é impressionante. Por mais que tentem derruba-lo com seus vários desvios de conduta, o candidato do PSL só se fortalece. As mobilizações sociais são parte da nossa democracia e são uma importante forma de mostrar que o povo está atento, mas não são capazes de escrever os novos capítulos do jogo político.
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