quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Feminicídio: como refrear a violência contra o gênero feminino?

   Feminicídio é o termo utilizado para designar os assassinatos de mulheres pela simples condição natural de ser mulher. Na maioria dos casos, as motivações são o ódio e o sentimento de perda de propriedade e controle sobre as mulheres. No Brasil, morte de mulheres marcadas pela desigualdade de gênero além de feminicídio, é também crime hediondo.

   Reconhecer e assumir a existência do feminicídio é um passo importante na sociedade, e para coibir é fundamental conhecer as características do crime e realizar ações preventivas. 

  Segundo a socióloga da Universidade de Brasília, Lourdes Bandeira, o feminicídio é a última etapa de uma violência que leva uma mulher a morte. O crime é predominante de relações hierárquicas e desiguais, e em sua maioria é a ação posterior dos abusos físicos e psicológicos, que a mulher é submetida. Essa é a lógica de dominação masculina e um papel de subordinação que é presente na nossa sociedade de geração em geração.

   O Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Datafolha em 2017, 4,4 milhões de mulheres sofreram agressão física no ano de 2016, o equivalente a 12 mil mulheres por dia. Ainda segundo a pesquisa, em 61% dos casos o agressor é conhecido e em mais de 40% dos casos a agressão ocorre dentro de casa. 

  Recentemente um caso de feminicídio tomou conta das mídias do país. A advogada Tatiana Spitzner, de 29 anos, entrou para essa estatística no mês de julho. Após discutir e sofrer agressões do marido, ela foi jogada da varanda do apartamento em que morava com ele no Paraná.

  O feminicídio é, em boa parte, uma "morte anunciada", por isso, pode e deve ser combatido. As mulheres precisam denunciar seus agressores e a lei precisa garantir a proteção da vida da mulher e a punição ao agressor. A população deve ser educada por meio da conscientização da igualdade de gêneros, dessa forma, o feminicídio nunca será uma opção.