Neste último domingo (28) os
brasileiros foram as urnas para decidir o mais novo presidente do Brasil, e com
55,21% dos votos, Jair Messias Bolsonaro (PSL) é o novo presidente do País
pelos próximos 4 anos. Fernando Haddad (PT) que obteve 44,79% dos votos teve
desvantagem em quase todas as regiões do país exceto o Nordeste.
O novo presidente do país terá grandes
desafios pela frente e, diga-se de passagem, que não serão poucos. A crise econômica
e a falta de segurança pública em todo o país são os principais problemas que
afetam a sociedade há anos. Jair Bolsonaro terá o auxílio de Paulo Guedes, que
será o próximo ministro da economia, aceleração das privatizações, desburocratização
e independência do Banco Central são algumas de suas metas em seu ministério. Em
uma entrevista no Rio de Janeiro, Guedes faz críticas ao governo anterior e
afirma que o Brasil passou 30 anos em descontrole, e com uma população refém do
baixo crescimento econômico.
Na segurança pública, Bolsonaro
pretende reduzir a maioridade penal para 17 anos, além de acabar com a saída de
presidiários e reformular o estatuto do desarmamento. Esta meta é uma das mais
polêmicas do presidente eleito, com o armamento dos cidadãos, o aumento de mortes
por assassinatos e bala perdida pode ter um aumento exorbitante. Bolsonaro
pretende dar “carta branca” para policiais para matarem em serviço, havendo um
risco de guerra entre a população e a polícia.
Para a educação, Bolsonaro
pretende integrar o ensino superior a responsabilidade do Governo Federal, o
ensino médio a responsabilidade do estado e o ensino básico, a cargo dos
municípios. O presidente pretende também expurgar a ideologia de Paulo Freire,
utilizada atualmente. Para Bolsonaro, é necessário “inverter a pirâmide”, pois
os investimentos em ensino superior são muito maiores do que no ensino básico e
ensino médio, além de querer promover o ensino a distância nas áreas rurais,
proposta essa, que pode deixar um grande número de professores desempregados.