quarta-feira, 31 de outubro de 2018

O QUE ESPERAR DO GOVERNO FEDERAL COM O NOVO PRESIDENTE?




Neste último domingo (28) os brasileiros foram as urnas para decidir o mais novo presidente do Brasil, e com 55,21% dos votos, Jair Messias Bolsonaro (PSL) é o novo presidente do País pelos próximos 4 anos. Fernando Haddad (PT) que obteve 44,79% dos votos teve desvantagem em quase todas as regiões do país exceto o Nordeste.

O novo presidente do país terá grandes desafios pela frente e, diga-se de passagem, que não serão poucos. A crise econômica e a falta de segurança pública em todo o país são os principais problemas que afetam a sociedade há anos. Jair Bolsonaro terá o auxílio de Paulo Guedes, que será o próximo ministro da economia, aceleração das privatizações, desburocratização e independência do Banco Central são algumas de suas metas em seu ministério. Em uma entrevista no Rio de Janeiro, Guedes faz críticas ao governo anterior e afirma que o Brasil passou 30 anos em descontrole, e com uma população refém do baixo crescimento econômico.

Na segurança pública, Bolsonaro pretende reduzir a maioridade penal para 17 anos, além de acabar com a saída de presidiários e reformular o estatuto do desarmamento. Esta meta é uma das mais polêmicas do presidente eleito, com o armamento dos cidadãos, o aumento de mortes por assassinatos e bala perdida pode ter um aumento exorbitante. Bolsonaro pretende dar “carta branca” para policiais para matarem em serviço, havendo um risco de guerra entre a população e a polícia.

Para a educação, Bolsonaro pretende integrar o ensino superior a responsabilidade do Governo Federal, o ensino médio a responsabilidade do estado e o ensino básico, a cargo dos municípios. O presidente pretende também expurgar a ideologia de Paulo Freire, utilizada atualmente. Para Bolsonaro, é necessário “inverter a pirâmide”, pois os investimentos em ensino superior são muito maiores do que no ensino básico e ensino médio, além de querer promover o ensino a distância nas áreas rurais, proposta essa, que pode deixar um grande número de professores desempregados.