quarta-feira, 28 de novembro de 2018

A caridade conveniente em dezembro

O final do ano está chegando e em sua companhia sempre vem o espírito festivo e solidário das comemorações, Natal e Ano Novo. É curioso observar que somente nessa época do ano todos os sentimentos que remetem a bondade e felicidade deixam de ser individuais e convenientes para se tornarem algo coletivo. Todo mundo deve fazer uma caridade, algo de bom pelos outros.

A solidariedade está presente em cada lugar, conversa e gestos da sociedade, mas somente nesta época do ano, porque durante o restante é uma onda gigante de egoísmo. Seja pela vida que força as pessoas à competitividade para alcançar o tão almejado topo da felicidade, o espírito da caridade não vive presente no cotidiano.

Dezembro é tido como o mês da esperança. Aquele mês que as pessoas se dedicam a serem melhores, é a mesma reação que o nascimento de um filho faz para os pais, os fazem pensar que precisam ser melhores para a criança. Seja por culpa ou toque divino, essa busca incansável é apenas um reflexo das religiões, onde também há um nascimento de um Salvador que vem para transformar a maldade do mundo em bondade, as pessoas se aproveitam deste momento.

Apesar desse fenômeno de paz ocorrer apenas uma vez no ano e ter o reforço religioso para tal feito, o Salvador descrito nas religiões, não importa o nome que tenha, prega amor, respeito e empatia para com todo mundo, através de ações recorrentes. As escrituras bíblicas relatam Jesus Cristo como o disseminador da compaixão e piedade, em suas pregações, relembra que Deus não é para guerras e puro egoísmo, deve-se amar os outros como a ti mesmo. 


O que ocorre é que as pessoas esqueceram o verdadeiro significado de amor e acabam agindo por conveniência, porque poucos são aqueles que realmente oferecem a fraternidade durante todo o ano. Se analisar as atitudes humanas durante todo o ano, dezembro está mais para o mês da hipocrisia do que amor.