quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Final de ano e atos de caridade: conveniência ou exercício de solidariedade?

Com a chegada do fim do ano, as pessoas costumam fazer um balanço da própria vida e refletem sobre suas conquistas, os objetivos alcançados, as frustrações vividas ao longo do ano que está terminando, e claro, os planos e sonhos para o próximo ano. 

E nesse movimento de introspecção algumas pessoas se desprendem, durante um tempo, de seus sonhos e passam a olhar a sua volta com o único objetivo de fazer bem ao próximo. E ser solidário é algo que pode e deve ser ensinado às crianças desde cedo.  

Allan Luks, autor do livro The Healing Power of Doing Good: The Health and Spiritual Benefits of Helping Othersreuniu diversos estudos sobre os benefícios proporcionados pelo altruísmo do trabalho voluntário que mostram que o cérebro libera a substância endorfina que provoca sensação de felicidade logo após a pessoa promover uma atitude solidária. 

E é muito importante estimularmos principalmente as crianças a doarem roupas, sapatos e brinquedos. E exercer a solidariedade também vai além da doação de bens materiais. Muitas vezes queremos ajudar e não sabemos como, mas cada um ajuda da forma que pode. Você pode oferecer seu carro para levar as doações, contar uma história, cantar uma música, organizar uma sessão de fotos e, até mesmo, promover um curso de artesanato. São muita ideias. 

Existem pessoas que praticam caridade por convêniencia? Com certeza devem existir. O que precisamos é mostrar a essas pessoas o porquê desses movimentos, a sua importância, mostrar que tudo tem um propósito maior, para quem sabe assim, conseguirmos de alguma forma, ajudar a melhorar o mundo, não só no fim do ano, mas durante o ano todo.